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No sexto mês de gravidez, a nutricionista Erica Dimas descobriu através do exame de sangue que estava com diabetes gestacional, por conta do alto estresse no trabalho. Ela revela que, ao ver o resultado, a primeira preocupação foi com o bebê.

"Não foi muito legal porque fiquei preocupada com o bebê e também com a minha saúde. Eu já estava inchando bastante, estavam bem inchadas as pernas. E a maior preocupação era com o bebê mesmo, porque através da diabetes gestacional poder ter vários problemas para o bebê, com relação ao coraçãozinho e os pulmões."

Como o próprio nome diz, a diabetes gestacional surge durante a gravidez. Além de fatores externos, como o estresse, mulheres que já tenham uma pré-disposição familiar, que estejam acima do peso ou tenham resistência à insulina também correm risco de desenvolver a doença. A endocrinologista e presidente da regional do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Diabetes, Lenita Zajdenverg, afirma que a patologia atinge 7% das grávidas e alguns cuidados simples podem ajudar a evitar o problema.

"O ideal é que a mulherplaneje e possa engravidar com um peso mais adequado. O diabetes gestacional acomete principalmente gestantes obesas e com sobrepeso. Então o ideal é que elas emagreçam. Outra coisa que pode prevenir o diabetes na gravidez é a atividade física. Só que a realização dessa atividade vai ser aprovada pelo obstetra. Porque algumas gestantes não podem fazer, por conta dos riscos obstétricos. Então o ideal é que ela converse com o médico."

A endocrinologista Lenita Zajdenverg destaca que, caso a doença seja diagnosticada precocemente, a gestação pode ser tranquila para mãe e o bebê. Por isso, ela alerta que é importante fazer o pré-natal corretamente. Lenita também explica que depois do parto, a diabetes gestacional desaparece. No entanto, cerca de 20% das mulheres podem contrair a doença definitivamente.

 

 

Reportagem de Juliana Costa - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110136

Uma descoberta de cientistas brasileiros pode levar a importantes avanços no tratamento de alguns tipos de câncer. O grupo, que reúne estudiosos de várias instituições, desvendou o mecanismo que faz as células cancerosas serem destruídas, como explica a médica do INCA, Instituto Nacional de Câncer, e coordenadora da pesquisa, Eliana Abdelhay.

"Durante a formação do indivíduo, muitas células são produzidas e depois tem que ser formatadas. De modo que muitas morrem para formar os diversos órgãos que nós temos e isso perdura na vida adulta. Sempre que a gente tem células que não estão funcionando perfeitamente bem, elas começam a se desfazer e são 'comidas' pelas outras células do corpo. No câncer esse mecanismo fica inibido e o tumor se forma."

A médica acredita que a partir da descoberta será possível criar alternativas de terapias para doenças como a leucemia mielóide crônica. Os pesquisadores pretendem testar a descoberta em ensaios de laboratório. Se as expectativas forem confirmadas, será possível controlar a expansão do câncer. Ainda não há previsão de conclusão do estudo.

 

 

 

Reportagem de Maressa Ribeiro - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110138

 

O Into, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, vai realizar um estudo para testar a eficácia dos medicamentos oferecidos pelo SUS no tratamento da osteoporose. Cerca de quatrocentos voluntários que sofrem da doença vão participar da pesquisa. Os selecionados vão passar por exames para avaliar o ganho ósseo obtido com os medicamentos. A pesquisadora do Into, Maria Eugênia Duarte, explica que o Instituto ainda recruta voluntários e detalha como eles devem ser:

"Primeiro, 60 anos ou mais, homens e mulheres de qualquer raça. Agora é importante salientar alguns pequenos pontos. Esse paciente não pode estar em tratamento para a osteoporose. Ele não pode estar tomando nenhum remédio para tratar a osteoporose, porque senão a gente vai mascarar os resultados. O paciente também tem que ser portador de osteoporose grave."

Para participar da pesquisa, o candidato deve morar no estado do Rio de Janeiro e fazer o cadastro no site: www.into.saude.gov.br. A osteoporose é uma doença que leva ao enfraquecimento dos ossos devido à falta de cálcio no organismo.

 

 

Reportagem de Suely Frota - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110132

 

Psicanalistas que se pautavam na teoria lacaniana desenvolvida nos anos 1950 associavam o transexualismo à personalidade psicótica. A perda da noção da realidade do corpo faria com que um homem se enxergasse mulher e vice-versa. Porém, uma pesquisa apresentada ao Instituto de Psicologia (IP) da USP aponta para um outro caminho. Segundo o estudo, a vontade de ser do sexo oposto não implica necessariamente uma patologia ou uma disfunção de percepção da aparência, mas uma singularidade de algumas pessoas.

O psicólogo Rafael Cossi, autor da pesquisa, trabalhou com diferentestran noções da psicanálise lacaniana para tentar explicar por que algumas pessoas buscam viver suas vidas como se fossem do sexo oposto. Seu objetivo era contrapor o ponto de vista lacaniano mais corrente, que julgava que a psicose era condição para o transexualismo.

Funcionamento normal da mente

Baseando-se em seis biografias de pessoas transexuais, o pesquisador trabalhou quatro conceitos para explicar a condição de uma pessoa com esse perfil: o estágio do espelho; o verleugnung (do alemão, “renegação” ou “desmentido”); o semblante; e o sinthoma. Todos estão vinculados ao funcionamento comum da mente humana e, não se relacionando com a noção de verwerfung — condição psicótica que, traduzida do alemão, significa “rejeição”.

O estágio do espelho está relacionado à formação inicial do ego da pessoa. Segundo Cossi, é nessa fase que a mente forma uma imagem antecipada do corpo, mesmo que não exista uma noção totalizante de como ele é. No caso de transexuais, há momentos, no início da vida, em que a criança percebe que o tratamento que ela recebe do outro não é, sob o seu ponto de vista, coerente com o seu sexo. “O comportamento e a atitude de outras pessoas, neste momento precoce da vida, contribuem para moldar o psiquismo de cada um. Às vezes, há hesitações por parte do outro, não confirmando para a criança que ela pertence ao sexo que o seu corpo indica”, explica o psicólogo.

A noção de verleugnung implica negar a presença de algo, mesmo reconhecendo sua existência. No transexualismo, a pessoa tenderia a desmentir sua realidade física. “O transexual não alucina que seu corpo é o do outro sexo. Ele o reconhece de fato como é, mas nega isso e recorre à realização de intervenções hormonocirúrgicas, como meio de adequar sua anatomia à sua identidade sexual”, diz Cossi. O semblante, terceiro conceito que o autor sustenta, diz respeito à noção de aparência. “O transexual faz o semblante de que existem personalidades masculina e feminina claramente definidas e incorpora rigidamente uma delas. Por meio dessa atitude, o transexual quer se mostrar como uma mulher legítima presa em um corpo de um homem ou vice-versa. A encarnação deste estereótipo é condição fundamental para que o transexual possa ser reconhecido como tal e lhe seja permitido realizar a cirurgia de mudança de sexo”, aponta o pesquisador.

Por fim, segundo Cossi, o conceito de nome sinthoma é útil porque reconfigura, a partir dos anos 1970, a clínica psicanalítica lacaniana, esvaziando seu caráter patologizante. O psicólogo diz que os casos de transexualismo não devem ser encaixados automaticamente em padrões que, inevitavelmente, condenam os sujeitos que não se enquadram no modelo heterossexual ao campo da patologia. “Devem ser estudadas as peculiaridades das pessoas e conduzir tratamentos específicos em direção à singularidade de cada um.”

Cirurgia plástica

Tratar o transexualismo como uma singularidade de cada pessoa, segundo Cossi, é entender a personalidade de cada uma delas e fugir dos estereótipos. “Transexual não é apenas a pessoa que solicita a cirurgia de mudança de sexo. Há homens que vivem como mulheres e mulheres que vivem como homens mesmo com o órgão sexual oposto. Eles lidam bem com isso e sentem que não precisam fazer a cirurgia. Para muitos deles, sua redesignação civil, a mudança de nome, já lhes é suficiente, assim como o reconhecimento e o respeito do outro.”

A dissertação de Mestrado Transexualismo, psicanálise e gênero: do patológico ao singular foi apresentada ao Instituto de Psicologia em 19 de maio de 2010 e teve orientação da professora Maria Lucia de Araujo Andrade.

 

 

 

Por Rafaela Carvalho - Agência USP de Notícias

Link de acesso: http://www.usp.br/agen/?p=47759

Um estudo feito pela Universidade de Brandeis, nos Estados Unidos, mostra que a dengue custa cerca de dois bilhões de dólares por ano para as Américas. Os recursos são gastos com tratamento e combate ao mosquito Aedes aegypti. O valor é maior do que o investido com doenças como HPV e rotavírus, por exemplo. De acordo com a pesquisa, por causa do grande número de casos da doença, muitas pessoas acabam faltando ao trabalho e gerando esse prejuízo financeiro. Além disso, o gasto hospitalar para atender esses pacientes também é grande. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que o governo tem intensificado as ações para eliminar o mosquito, mas lembra que o apoio da população é fundamental nesse processo.

"Para combater a dengue hoje é fundamental, além das ações de combate ao mosquito, que cada um pode fazer alguma coisa, as pessoas cuidarem da sua casa, as comunidades se unirem, falar com o vizinho, as nossas ações com as parcerias privadas, com as lideranças religiosas, cada um pode fazer alguma coisa contra a dengue. A grande maioria dos focos do mosquito está dentro das casas das pessoas, do quintal das casas das pessoas. Essa é a grande concentração da grande maioria dos focos do mosquito e é por isso que a gente precisa da parceria da comunidade para cuidar da situação em cada quintal da casa, em cada rua da comunidade."

A dengue é apontada como a principal doença transmitida por mosquito no mundo. Os primeiros casos da doença foram confirmados na Ásia, no século XVII. Mais tarde ela surgiu nas Américas, em países como Estados Unidos, Argentina, Chile e Brasil.

 

 

Reportagem de Juliana Costa - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110129

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