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Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a entrada de cinco novos medicamentos genéricos no mercado.
Os genéricos aprovados foram a dacarbazina, usada contra o câncer; a entacapona, utilizada no tratamento do mal de Parkinson; a rosuvastina cálcica, para diminuir o colesterol; a quetiapina, prescrita em casos de esquizofrenia e o tenofovir, contra aids e hepatite B.
Com a liberação da agência reguladora, o Ministério da Saúde anunciou a produção de 9 milhões de comprimidos do genérico do tenofovir, fabricados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). O primeiro lote deve ser produzido a partir do próximo mês. Cerca de 64 mil pessoas com aids usam o medicamento no país. O ministério prevê ainda uma economia de R$ 80 milhões por ano.
Os genéricos são mais baratos que os remédios de marca em pelos menos 35%. Eles possuem o mesmo princípio ativo do medicamento de referência, inclusive dose e fórmula farmacêutica.
A Anvisa informou que a autorização atende à política de priorizar o registro de medicamentos que ainda não têm genérico ou apontados como prioridade pelo Ministério da Saúde. Nos últimos nove anos, a agência reguladora autorizou, em média, 300 registros de genéricos por ano.
Por Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Rivadavia Severo
Foi acidentalmente que a Universidade da Califórnia descobriu o que parece ser a solução para um antigo problema masculino: a calvície.
Estudando sobre a relação entre estresse e o trato gastrointestinal, os pesquisadores usaram ratos geneticamente modificados que produziam em excesso um hormônio do estresse chamado "fator liberador de corticotrofina", ou CRF, em inglês. Isso fazia com que os pelos dos ratos caíssem.
Após a queda dos pelos, os pesquisadores aplicaram durante 5 dias o composto o “astressin-b”, que impede que o hormônio do estresse aja. Após 3 meses, a equipe retornou para fazer novos testes e percebeu que os roedores tinham voltado a ser peludos. Pesquisas posteriores confirmaram a relação entre a aplicação do composto e o crescimento dos pelos.
O que mais intrigou os profissionais foi o fato de uma pequena quantidade de astressin-b ter sido o suficiente para manter os pelos dos ratos crescendo por 4 meses.
O CRF também é encontrado na pele humana, o que significa que a técnica possivelmente poderá trazer de volta cabelos aos calvos.
Sobre a calvície
A calvície é um problema que afeta cerca de 50% dos homens até a 5ª década de vida. Normalmente começa na fase final da adolescência e início da fase adulta. Apesar disto podem ser observados casos de calvícies que se iniciam após os 20, 30, 40 a até mesmo 50 anos de vida.
Atualmente, os tratamentos medicamentosos são as principais opções e costumam ser mais efetivos quando os pacientes começam a ser tradados logo no início do quadro. Calvícies moderadas também podem ter benefícios com o uso de medicamentos. Para os casos mais avançados são indicações os transplantes capilares ou próteses.
Fonte: PopScience
Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia (EUA) revelou que as mulheres que tomaram uma dose baixa de um antidepressivo cujo princípio ativo é o elemento "escitalopram" sentiram menos e em menor intensidade os típicos calores da menopausa.
Liderados pela Dra. Ellen W. Freeman, um grupo de pesquisadores desenvolveu a pesquisa com mais de 200 mulheres que haviam acabado de entrar na menopausa e também com aquelas que apresentavam hábitos saudáveis após esse período. As mulheres receberam uma dose diária do antidepressivo ou um placebo durante 8 semanas. Os pesquisadores monitoraram o número, a severidade e irritação dos seus "calores", e concluíram que mulheres que tomaram o medicamento tiveram uma média de quase 50% menos calores após 4 semanas. Em comparação, as mulheres que tomaram o placebo tiveram, em média, 26% de calor a menos. O tratamento com o antidepressivo apresentou resultados ainda maiores nas reduções das ondas de calor após 8 semanas. As mulheres que tomaram a medicação também relataram uma redução na gravidade e incômodo de suas ondas de calor.
Embora não esteja claro exatamente por que os antidepressivos com o escitalopram são eficazes para o tratamento de ondas de calor, o estudo mostrou que essas drogas podem ser uma alternativa segura à terapia hormonal. As mulheres que participaram do estudo relataram poucos efeitos colaterais adversos durante ou após o tratamento clínico. Além disso, a maioria das mulheres disseram que estavam satisfeitas com o tratamento e gostariam de continuar a tomar o medicamento.
A menopausa é uma transição que afeta muitas mulheres, principalmente a partir dos 50 anos, marcando o fim dos períodos menstruais e da fertilidade. Os sintomas mais comuns são ondas de calor, dificuldade de sono, alterações de humor, dentre outros.
O estudo foi publicado na edição de 19 de janeiro de 2011 do Journal of the American Medical Association.
Fonte: National Institutes of Health (NIH)
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer banir a venda de inibidores de apetite que contêm sibutramina e os chamados anorexígenos anfetamínicos, que têm em sua composição as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol. De acordo com o órgão, os medicamentos devem ser retirados do mercado brasileiro por representarem altos riscos à saúde.
Por meio de nota, a Anvisa explicou que a medida tem como base estudos e um parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) de outubro do ano passado, que recomenda o cancelamento do registro dos remédios ao considerar que os riscos superam os benefícios.
Uma nota técnica da área de farmacovigilância e da Gerência de Medicamentos da Anvisa atesta que a sibutramina apresenta baixa efetividade na redução de peso, além de pouca manutenção desse resultado em longo prazo. Há ainda um aumento de risco cardiovascular em todos os usuários do remédio.
Os anorexígenos anfetamínicos apresentam graves riscos cardiopulmonares e ao sistema nervoso central, o que, segundo a Anvisa, tornaria insustentável a permanência desses produtos no mercado brasileiro – mesmo com melhorias no processo de controle de venda.
O comunicado destaca que os inibidores de apetite que contêm sibutramina e os anorexígenos anfetamínicos já foram banidos em diversos países desenvolvidos por serem considerados medicamentos obsoletos e de elevado risco para o paciente.
“As novas evidências científicas, aliadas aos dados obtidos por meio das ações de vigilância pós-mercado da Anvisa, apontam para a necessidade de retirada dos inibidores de apetite do mercado brasileiro, não havendo justificativa para a permanência desses produtos no país”, afirma a nota.
A Anvisa deve promover um debate sobre o assunto na próxima quarta-feira (23).
Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade
Brasília – A proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de tirar do mercado os medicamentos mais usados para emagrecer não foi bem recebida por entidades que representam especialistas em tratamentos de obesidade. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Ricardo Meirelles, o tratamento contra a obesidade será prejudicado no país caso a proposta da agência vire norma. “Vai afetar alguns obesos. Eles vão ter uma porta fechada. Não temos uma alternativa no mercado”, disse o endocrinologista.
A Anvisa quer proibir a venda de inibidores de apetite à base de sibutramina e de anfetaminas (anfepramona, femproporex e mazindol), porque, segundo a agência, apresentam mais risco à saúde do que benefícios. Com base em dados internacionais e em um parecer técnico, a agência reguladora alega que o uso da sibutramina eleva o risco de problemas cardíacos, enquanto as anfetaminas aumentam as chances de problemas cardiopulmonares e no sistema nervoso central.
Outro argumento é que a sibutramina contribui pouco para a perda de peso dos pacientes. “Em nenhum grupo de pacientes, o benefício foi justificável para o uso”, afirmou o presidente em exercício da Anvisa, Dirceu Barbano. Barbano disse ainda que esses remédios foram proibidos na Europa e nos Estados Unidos.
O presidente da Sbem rebate alegando que os médicos têm conhecimento das contraindicações dos remédios, que não devem ser usados por quem sofre de doenças cardiovasculares. No entanto, conforme ele, os medicamentos ajudam na redução do peso quando prescritos de forma adequada. “Desde que sejam prescritos com critério e cuidado, são muito úteis”, disse.
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) classificou como um retrocesso a ideia da Anvisa. “O uso criterioso de medicações antiobesidade claramente contribui para a melhora da saúde dos pacientes, auxiliando-os na perda de peso, reduzindo o aparecimento das complicações. Com a suspensão destes medicamentos, os custos da saúde para o governo vão aumentar exponencialmente, num futuro muito próximo. Além da necessidade de aumentar a oferta de medicamentos para as complicações da obesidade, o Ministério da Saúde vai ter que arcar com o custo de cirurgias bariátricas que, certamente, terão seu leque de indicações ampliado”, disse, por meio de nota, a presidente da associação, Rosana Radominski.
Na próxima quarta-feira (23), a Anvisa vai promover uma audiência pública para debater o assunto. Depois do debate, a agência tomará uma decisão. Desde o ano passado, a Anvisa tem adotado medidas para restringir o uso da sibutramina, que passou a ser vendida somente com receita especial. Ao fechar o cerco aos inibidores de apetite, a agência segue ações já tomadas por países desenvolvidos. Em 2010, a Agência Europeia de Medicamentos proibiu o uso da substância por considera-lá perigosa à saúde.
Por Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Vinicius Doria