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Agência FAPESP – Homens que começam a perder cabelo na faixa dos 20 anos podem ter maior risco de desenvolver câncer de próstata no futuro, de acordo com estudo publicado nesta terça-feira (15/2) na revista Annals of Oncology.

A pesquisa, feita na França, comparou 388 portadores de tumores na próstata com um grupo controle de 281 homens saudáveis e verificou que, entre aqueles com a doença a porcentagem daqueles que começaram a ficar calvos aos 20 e poucos anos era duas vezes maior do que nos demais.

Para aqueles cuja calvície começou depois dos 30 ou depois dos 40, não houve diferença no risco de desenvolver câncer de próstada em comparação com o grupo controle.

A alopécia androgênica é a queda de cabelos que afeta principalmente os homens. Cerca de 50% do público masculino será afetado em algum momento da vida. Relações entre calvície e hormônios androgênicos (como a testosterona) são conhecidas, da mesma forma que a relação entre esses hormônios e o câncer de próstata.

A finasterida – medicamento usado no tratamento da calvície – bloqueia a conversão de testosterona em um androgênio chamado dihidrotestosterona, que se estima estar envolvida na queda de cabelos. O medicamento também é usado para tratar câncer de próstata.

Os autores do estudo apontam a relação observada entre a queda de cabelo precoce o risco de desenvolvimento da doença mas ressaltam que os mecanismos por trás dessa associação são ainda desconhecidos.

“Mais estudos são necessários, tanto com maiores grupos como no nível molecular, de modo a encontrarmos as ligações desconhecidas entre hormônios androgênicos, calvície precoce e câncer de próstata”, disse Michael Yassa, que na época do estudo estava no Hospital Europeu Georges Pompidou, em Paris, e atualmente é professor na Universidade de Montreal.

“Precisamos também encontrar formas de identificar aqueles que têm mais risco de desenvolver a doença e que poderiam se beneficiar dos exames de diagnóstico. Com isso, poderíamos começar a considerar a prevenção por meio de drogas antiandrogênicas. A calvície precoce pode ser um desses fatores de risco”, derstacou Philippe Giraud, professor da Universidade de Paris Descartes, que coordenou a pesquisa.

O artigo Male pattern baldness and the risk of prostate cancer (doi:10.1093/annonc/mdq695), de Philippe Giraud e outros, pode ser lido por assinantes da Annals of Oncology em http://annonc.oxfordjournals.org.

 

 

Agência FAPESP

Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13462/queda-de-cabelo-e-cancer-de-prostata.htm

No segundo semestre de 2011, um site irá disponibilizar gratuitamente na internet informações validadas e refinadas sobre as formas mais adequadas de utilização dos brinquedos em hospitais, a fim de divulgar o brincar como estratégia de cuidado na área da pediatria. A eficácia do uso de brinquedos para diminuir o sofrimento e evitar traumas em crianças hospitalizadas tem se tornado cada vez mais conhecida entre os profissionais da área de saúde. Como conta Amparito Vintimilla Castro, autora da tese que validou o conteúdo, “enfermeiros, outros profissionais da saúde e até mesmo os pais vão poder consultá-lo, para encontrar instruções, curiosidades e conceitos sobre essa ferramenta de comunicação com as crianças”.

Para julgar esse conteúdo a respeito do uso do brinquedo, Amparito utilizou o método conhecido como Delphi. Ela explica que para aplicar a técnica, o primeiro passo foi selecionar peritos ou juízes no assunto, ou seja, especialistas que possuíssem algumas características que os capacitasse para tal. Como pretendia ser bastante criteriosa em seu estudo, considerando a relevância do tema, Amparito aplicou o método duas vezes, obtendo uma alta concordância entre os juízes, fazendo com que as informações fossem validadas e refinadas.

Segundo as conclusões de Amparito, um enfermeiro pediátrico deve estar capacitado a detectar as necessidades da criança e perceber que o brinquedo é o meio de comunicação mais “eficaz”, que serve para diversos fins. De acordo com o estudo, essa ferramenta possibilita que o enfermeiro cuide melhor da criança hospitalizada, especialmente no que diz respeito às situações novas e limitadoras. Como diz a pesquisadora, essas situações são “potencialmente ansiogênicas”, ou seja, geram muita ansiedade.

 

Brinquedo terapêutico

Para aliviar a tensão da criança, o brinquedo pode ser usado com objetivos recreacionais, ou mesmo com objetivos específicos, como os do “brinquedo terapêutico”. “Usar o brinquedo nunca é perda de tempo, muito pelo contrário, o profissional ganha tempo e cria um vínculo com a criança. Significa conquistar e ganhar a confiança dos pequeninos”, ressalta a autora do trabalho, realizado na Escola de Enfermagem da USP.

Explicações sobre os brinquedos chamados “terapêuticos” aparecem como conteúdo validado no estudo. De acordo com Amparito, esse tipo de brincadeira é capaz, dentre outros objetivos, de atuar como uma válvula de escape e facilitar as funções biológicas. Além disso, pode servir para instruír e ensinar a criança sobre o que está acontecendo em seu corpo, ou seja, é capaz de ter finalidades instrucionais e educativas. “No caso de profissionais que tem como paciente uma criança com problemas respiratórios, brincadeiras com bolinhas de sabão, por exemplo, seriam muito adequadas”, explica a pesquisadora.

 

Simbólico e simples

Dessa forma, a utilização de brinquedos pode auxiliar enfermeiros a instruir a criança a respeito dos sintomas da doença da qual sofre, sobre as cirurgias pelas quais passou ou vai passar, e até mesmo a respeito de outros processos relacionados à terapêutica. “Se uma criança sofre de diabetes, precisamos dizer o que isso significa para ela e a necessidade da aplicação da insulina. Isso a fará entender o que está acontecendo e que ela passe a colaborar com seu próprio cuidado”, destaca Amparito. “Os brinquedos representam essa forma simples e simbólica de explicação, por meio da qual uma célula do corpo humano consegue ser entendida e representada por uma casinha de brinquedo, e a insulina, transformada em carrinho que leva os alimentos em forma de açúcar através da abertura da porta dessa casinha, transformando-se em nutrientes que o organismo precisa”, completa.

Na opinião da pesquisadora, a humanização das práticas nos hospitais é mais que essencial para alcançar excelentes resultados. “O brincar significa humanização da assistência, que pode ser associado e equilibrado com os avanços técnicos, ambos importantes no cuidar. Além disso, os profissionais da saúde podem aprender junto aos pacientes as melhores maneiras de se comunicarem e de criarem um vínculo de amizade. É estando mais próximos das crianças que passamos a perceber e entender melhor suas necessidades, assim como o medo e as dificuldades que enfrentam durante a hospitalização. É a partir daí que podemos apresentar possibilidades de alívio de tensão, de diversão, de compreensão e alegria em meio a dor”, conclui a enfermeira.

A tese de Amparito Validação de conteúdo de sítio virtual sobre uso do brinquedo na enfermagem pediátrica, foi orientada pela professora Magda Andrade Rezende.

 

 

Por Glenda Almeida - Agência USP de Notícias

Link de acesso: http://www.usp.br/agen/?p=48216

Os pulmões são os responsáveis pela respiração, tornando possíveis as trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. Por isso, devemos tomar todos os cuidados possíveis ao longo da vida para não danificar estes órgãos, uma vez que estamos vulneráveis em todas as idades.

Alguns cuidados devem ser tomados sempre, em qualquer fase da vida. Evitar o tabagismo ativo ou passivo é o principal deles. Mas também devemos estar atentos a qualquer sintoma diferente e manter as vacinas sempre em dia, seja na infância ou na fase adulta.

 

Primeiros cuidados

São os bebês, lactentes e pré-escolares os que necessitam de maiores cuidados com os pulmões. Os primeiros anos de vida são preciosos para desenvolver vários órgãos e sistemas e é preciso estar atento para evitar que os pequenos carreguem ou levem sequelas para a vida adulta.

“Esse é um dos motivos de ouro para cuidarmos muito bem do pulmão de nossos pequenos, pois os pulmões ainda vão crescer e ganhar espaço para as trocas gasosas, por isso é preciso cuidado extra nessa fase da vida”, explica a dra. Marina Buarque de Almeida, diretora do Departamento de Pediatria da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

As mães devem propiciar aos bebês o melhor desenvolvimento possível nos primeiros meses para que o sistema imunológico, ainda inexperiente, possa se adaptar às novas fases da vida. O ideal é que, antes do nascimento, sejam tomadas algumas precauções para garantir um inicio de vida tranquilo.

Evitar a exposição ambiental nociva ao desenvolvimento pulmonar, como tabaco e poluição, e realizar um bom pré-natal, seguindo corretamente as recomendações do obstetra, são também importantes e podem evitar problemas. Após o nascimento, as dicas são o aleitamento materno por pelo menos 6 meses e tratar prontamente eventuais infecções respiratórias.

 

Crianças e adolescentes

Ainda nesta idade, muitos dos cuidados com a saúde dependem dos pais. No caso dos menores, que frequentam creches e escolinhas, a dica é manter a criança afastada em caso de infecções virais ou bacterianas pelo período orientado pelo médico, evitando a propagação da doença para outros alunos e professores.

“A criança em fase de convalescença fica mais suscetível a pegar novas infecções. Mesmo sendo bem cuidada, pode ter complicações como otites e sinusites. Outra situação que exige atenção é a catapora, pois ocorrem pequenos surtos em escolas, creches e berçários; essa infecção viral pode se complicar, tornando-se, por exemplo, uma pneumonia”, alerta dra. Marina.

Para as crianças em idade escolar, seguir o calendário de vacinas e manter um hábito de vida saudável, com prática esportiva adequada para a faixa etária, ajuda na prevenção. No caso dos adolescentes, a dica é alertar sobre os riscos do tabagismo.

 

Principais doenças

Recém-nascidos: as principais doenças dizem respeito a complicações de prematuridade, como a displasia broncopulmonar (um distúrbio pulmonar crônico), pneumonias e desconforto respiratório adaptativo.

Após os 28 dias de vida: bronquiolite, pneumonia, sibilância recorrente e tuberculose são as mais comuns.

Crianças: na idade pré-escolar e escolar, asma e pneumonia. As mesmas podem acometer os adolescentes, também diagnosticados não raramente com tuberculose.

Adultos e idosos: asma, pneumonia e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, que diminui a capacidade respiratória) são as principais. É importante que o médico seja procurado ao primeiro sinal das doenças respiratórias, para que o diagnóstico seja feito precocemente, aumentando as chances de um resultado positivo no tratamento.

 

 

Acontece Comunicação e Notícias

www.acontecenoticias.com.br

Agência FAPESP – O Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) inaugurou um sistema robotizado de lavagem, esterilização e desinfecção de materiais médico-hospitalares, pioneiro na América Latina.

O sistema substituiu um parque tecnológico com mais de 25 anos em funcionamento na Central de Material Esterilizado do Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Segundo o HC, o objetivo do equipamento é assegurar uma eficiente prevenção de infecções hospitalares, com foco na segurança do paciente. A capacidade de processamento da nova tecnologia é 100% maior do que a do modelo anterior.

Por dia, serão esterilizados 240 caixas cirúrgicas, 150 pacotes de curativos e de pequenos procedimentos e 500 peças de assistência ventilatória, para atender 52 salas cirúrgicas, 15 Unidades de Terapia Intensiva, 976 leitos operacionais e 450 consultórios ambulatoriais.

O sistema é composto por quatro lavadoras termodesinfectoras, quatro autoclaves – sendo uma híbrida para esterilização a alta e baixa temperatura –, um car wash (máquina de lavagem de carros que transporta instrumentais cirúrgicos) e métodos robotizados para carga e descarga.

Um sistema de rastreabilidade computadorizado controla todo o processo. A Central de Material Esterilizado do Instituto passa a contar com três grandes compartimentos, sem acesso direto entre eles: área suja (expurgo), área de preparo de material limpo e guarda de material estéril.

A área suja recebe os materiais contaminados utilizados nos mais diversos procedimentos. Eles são colocados em cestos e transportados por esteiras automatizadas até as lavadoras termodesinfectadoras.

Limpos, os instrumentais são direcionados automaticamente para as estações de trabalho, onde são separados e acondicionados, de acordo com as necessidades de cada procedimento. Em seguida, passam por processo de esterilização física ou química em área totalmente independente das demais.

A água que abastece a central de material esterilizado passa por processo de filtragem por osmose. Além disso, o local recebeu sistema de exaustão e ar-condicionado, com diferenciais de pressão entre as áreas e controle rígido de temperatura e umidade.

Mais informações: www.hcnet.usp.br

 

 

Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13456/menos-riscos-aos-pacientes.htm

Com a inclusão do cloridrato de metformina de ação prolongada, população passa a contar com 11 medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes

A partir desta segunda-feira (14), os usuários do programa Farmácia Popular contarão com mais um medicamento gratuito para o tratamento de diabetes: o cloridrato de metformina de ação prolongada. O medicamento, incluído no programa por meio de portaria do Ministério da Saúde publicada no Diário Oficial da União de hoje, eleva para 11 a quantidade de itens que podem ser solicitados gratuitamente nas unidades do Aqui Tem Farmácia Popular em todo o país.

O cloridrato de metformina de ação prolongada pode resultar em uma maior adesão ao tratamento do diabetes por permanecer mais tempo em circulação no organismo do paciente. O medicamento – assim como os outros cinco itens para diabetes e seis para hipertensão (veja relação abaixo) – estão disponíveis nas mais de 15 mil unidades credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular - farmácias e drogarias da rede privada parceiras do Ministério da Saúde.

Por meio do programa, além dos 11 medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, a população tem acesso a mais 13 tipos de medicamentos (com preços até 90% mais baixos que os praticados no mercado) utilizados no tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas. Para ter acesso aos produtos é necessário que o usuário apresente CPF, documento com foto e receita médica. Ela é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando ao uso racional de medicamentos e à promoção da saúde.

 

APOIO AOS PARCEIROS – No último mês, o Ministério da Saúde fez um intenso trabalho de articulação com produtores e distribuidores da indústria farmacêutica com o objetivo de viabilizar a gratuidade dos medicamentos para hipertensão e diabetes disponíveis no Farmácia Popular. Com isso, o setor produtivo e os estabelecimentos conveniados, em uma atitude socialmente responsável, se comprometeram com o programa.

Para garantir a oferta gratuita dos medicamentos, o Ministério da Saúde forneceu todo o suporte técnico necessário e continuará prestando total auxílio aos parceiros do programa. Eventuais dúvidas sobre o Farmácia Popular podem ser esclarecidas e comunicadas ao ministério – pelos estabelecimentos credenciados ou pela sociedade – por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) como também pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS – Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes oferecidos por meio do Farmácia Popular são identificados pelo nome genérico ou “princípio ativo”, que é a substância que compõem o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários poderão ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o nome do “princípio ativo” que identifica o medicamento comercial (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

Informações sobre os mais de 15 mil estabelecimentos credenciados ao Aqui Tem Farmácia Popular podem ser obtidas por meio do Disque-Saúde (0800-61-1997) ou pelo endereço eletrônico na internet.

Princípios ativos dos medicamentos oferecidos gratuitamente pelo Aqui Tem Farmácia Popular:

Hipertensão
Captopril 25 mg, comprimido
Maleato de enalapril 10 mg, comprimido
Cloridrato de propranolol 40 mg, comprimido
Atenolol 25 mg, comprimido
Hidroclorotiazida 25 mg, comprimido
Losartana Potássica 50 mg

Diabetes
Glibenclamida 5 mg, comprimido
Cloridrato de metformina 500 mg, comprimido
Cloridrato de metformina 850 mg, comprimido
Cloridato de metformina de ação prolongada 500 mg
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 10 ml
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, frasco-ampola 5 ml
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 3ml (carpule)
Insulina Humana NPH 100 UI/ml – suspensão injetável, refil 1,5ml (carpule)
Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 10 ml
Insulina Humana Regular 100 UI/ml, solução injetável, frasco-ampola 5 ml
Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 3ml (carpules)
Insulina Humana Regular 100UI/ml, solução injetável, refil 1,5ml (carpules)

 

Ministério da Saúde

Link de acesso: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12204

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