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Brasília – As jovens de 15 a 24 anos de idade, com baixa escolaridade e renda, são o principal alvo da campanha publicitária de prevenção à aids no carnaval deste ano. O Ministério da Saúde lançará a campanha na próxima sexta-feira (25).

De acordo com o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais (DST/Aids), a campanha terá duas fases. Antes do carnaval, o apelo é para o uso do preservativo nas relações sexuais. Depois do período da festa, a ideia é estimular a fazer o teste HIV para quem teve relação sexual desprotegida com parceiro casual ou fixo.

Desde 2008, as mulheres têm sido objetivo das campanhas nacionais de prevenção à aids no carnaval, porque levantamentos constatam aumento de casos da doença entre elas. Apesar de o número de homens com aids ser maior que o de mulheres no Brasil, a diferença entre os sexos vem diminuindo nos últimos anos. Em 1989, para cada seis homens infectados existia uma mulher. Em 2009, a proporção é de 1,6 caso em homens para uma mulher.

De 1980 a junho de 2010, 65,1% das infecções foram no sexo masculino (385.815) ante 34,9% do sexo feminino, o equivalente a 207.080 casos.

Entre os infectados, o grau de escolaridade das mulheres é mais baixo em comparação ao dos homens. A média delas é de quatro a sete de anos de escolaridade e, entre os homens, de oito a 11, conforme dados divulgados pelo departamento no dia 1º de dezembro do ano passado - Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

 

 

Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil

Edição: Aécio Amado

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São Paulo – Um projeto de lei (PL) apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo propõe a proibição de consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, ou qualquer outro produto que produza fumaça nas praias, parques, praças e locais públicos destinados ao lazer ou a práticas esportivas do estado.

O PL pretende alterar e complementar a Lei Estadual 13.541, de 2009, que já proíbe o uso de produtos relacionados ao fumo, feitos de tabaco ou não, nos recintos de uso coletivo, total ou parcialmente fechados.

“Não é coerente que enquanto pessoas praticam esportes de um lado, de outro, um ou mais fumante solte fumaça deliberadamente, fazendo com que aqueles que buscam vida mais saudável – adultos, adolescentes e crianças – sejam obrigados a respirar mais de 250 substâncias tóxicas”, diz o texto do projeto.

O projeto de lei está em tramitação e foi distribuído para três comissões do Legislativo paulista: Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Saúde e Higiene e a Comissão de Finanças e Orçamento.

“Hoje a sociedade está mais preparada para debater esse tema. A medida faz com que as pessoas que fumam, fumem menos. E a pessoa que não fuma, e deseja começar a fumar, vai encontrar ambientes cada vez mais hostis a essa possibilidade”, disse o deputado Vinícius Camarinha (PSB), autor do projeto.

O texto do PL diz também que a proibição não se estende a ruas e avenidas e não representa impedimento de as pessoas fumarem em locais públicos. “Aqueles que estiverem em parques, praças, praias ou outro local público destinado ao lazer, deverão sair destes e dirigir-se à rua ou avenida mais próxima para fumar. Portanto, o direito de fumar publicamente não está tolhido”.

De acordo com o médico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Clystenes Odyr Soares, não há níveis seguros de se inalar fumaça de cigarro. Segundo ele, o ideal é respirar a menor quantidade possível de poluentes no ar. Para o médico, os fumantes passivos de parques e praças não correm o risco de desenvolver doenças graves em razão da fumaça produzida por aqueles que fumam. mas pessoas sensíveis podem ser afetadas.

“Rigorosamente, um câncer, um enfisema, eu acho que não [serão desenvolvido pelos fumantes passivos em áreas abertas]. Agora, pode prejudicar, por exemplo, alguém que tem asma, que tem rinite, para quem qualquer poluição é ruim. Pode prejudicar aquele indivíduo que já foi fumante, que já tem uma doença, uma bronquite importante, por exemplo. Inalar essa fumaça é um fator agravante sim”, disse.

Odyr Soares lembra que a proibição nas praias, parques e praças pode servir também para impedir o estímulo a novos fumantes ou ex-fumantes. “O que não é visto não é lembrado e nem desejado. “Estou fazendo o maior sacrifício para conseguir deixar de fumar. De repente, vejo uma pessoa fumando. Isso me deixa desejoso, e posso cair na tentação”, afirmou.

Os frequentadores do Parque Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo, dividiram-se ao opinar sobre a proposta de lei. Para Miguel Polidoro, de 25 anos, a proibição seria benéfica e traria mais ar puro ao parque. “Venho aqui para ficar em um ambiente com ar de melhor qualidade. E ter de fazer caminhada com um pessoa fumando ao lado é ruim”, disse.

Para Pedro Noal Barbosa, de 59 anos, o PL, se aprovado, reduzirá muito as áreas permitidas para os fumantes e fará com que as pessoas transgridam a nova norma. “Fumo aqui no parque isolado das pessoas, e não incomodo ninguém. Se eu não puder fumar aqui, vou fumar onde? Sentado na sarjeta?”.

 

 

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil

Edição: Aécio Amado

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São Paulo – A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) pretende criar um dia de combate à síndrome metabólica – conjunto de fatores de risco para desenvolver doenças cardiovasculares, do sistema endócrino e do fígado. Para o presidente da SBH, Raymundo Paraná, existe uma preocupação especial com o problema da esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), porque ainda não é uma doença muito conhecida.

Segundo Raymundo Paraná, a tendência genética aliada a maus hábitos alimentares e ao sedentarismo fazem com que a incidência da doença chegue a 20% entre a população dos Estados Unidos. E acredita que o número seja semelhante no Brasil.

Inicialmente a esteatose não tem sintomas, mas o especialista alerta que em cerca de 15% dos casos o problema se agrava. “Muda esse comportamento benigno e passa a agredir o fígado de uma forma muito semelhante à causada pelo álcool”, explicou. Ao longo do tempo a doença pode evoluir para cirrose hepática.

Por isso, o médico quer unir forças com as sociedades de cardiologia e endocrinologia e criar um dia específico para conscientizar a população sobre a síndrome metabólica, mau que origina enfermidades tratadas pelas três especialidades.“Se nós conseguirmos ter as três especialidades reunidas em um único dia de alerta nós vamos poder alcançar a população com informação, que é a melhor arma para combater essa doença”, afirmou.

O presidente da SBH lembrou ainda que é necessário dar uma atenção especial às crianças. “O número de crianças com esteatose hepática é muito maior do que a gente via algum tempo atrás”. Situação que Paraná atribui à dieta com grande consumo de gorduras e açucares e ao sedentarismo propiciado pela televisão e por videogames.

 

 

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil

Edição: Aécio Amado

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Um jato de spray aqui, um pouco de purpurina ali e pronto! As colombinas, odaliscas, passistas e piratas tomam vida, na maior festa popular brasileira. Mas para curtir os quatro dias de carnaval é preciso ter alguns cuidados com a pele. Produtos como sprays, tintas, purpurinas e colas podem provocar desde reações alérgicas leves até queimaduras. A dermatologista do Hospital Federal de Ipanema, Márcia Senra, alerta que os casos mais comuns são as alergias aos corantes.

"A pele é um órgão de contato, então várias pessoas podem ter qualquer tipo de alergia até por nunca terem usado um determinado produto, apresentar a reação pela primeira vez. Ou, pessoas que estão usando pela segunda vez, pois na primeira não fez reação e podem apresentar nas exposições subseqüentes. Então tudo que tiver tinta, corante, pode provocar uma placa vermelha que começa a coçar."

A dermatologista também observa que a exposição prolongada ao sol pode trazer lesões que o folião nem imagina. Segundo ela, é preciso fazer um teste antes de usar qualquer produto.

"Aplicar em menores áreas. Não em uma área corporal muito grande e antes de aplicar. Escolher a região anterior do ante-braço, fazer um teste nessa área. Deixar, se possível, de um dia para o outro para ter certeza que não vai ter nenhuma reação"

Márcia Senra destaca a importância do uso do filtro solar durante todos os dias de carnaval, além de beber bastante água.

 

 

Reportagem de Maressa Ribeiro - Ministério da Saúde

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É no ritmo deste samba que o Instituto Nacional de Câncer, o Inca, chama os moradores do Rio de Janeiro para doar sangue neste carnaval. Com o lema "Tá na hora de doar", o Bloco da Solidariedade vai desfilar pelas ruas da cidade para reforçar os estoques de sangue. A campanha, que conta com os padrinhos Carlinhos de Jesus e Ana Botafogo, será realizada entre os dias 28 de fevereiro e 4 de março, antes do período do carnaval. Segundo a chefe do Serviço de Hemoterapia do Inca, Iara Motta, a idéia é garantir o suprimento de sangue para que os pacientes também tenham um carnaval feliz.

"Antes do período do carnava,l para que a gente possa garantir o atendimento dos pacientes em um período que há uma sempre queda acentuada no número de doações de sangue. E os pacientes precisam da transfusão para continuar o tratamento tanto de quimioterapia, de cirurgias, dos transplantes e nós precisamos garantir que nesse período eles recebam o tratamento ideal. Então, a gente convoca as pessoas para que participem e saiam nesse bloco e doem."

Iara Motta explica que os interessados devem comparecer ao banco de sangue do INCA, na Praça Cruz Vermelha, número 23, com documento oficial com foto. A doação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das sete e meia da manhã às duas e meia da tarde, ou no sábado, das oito da manhã ao meio dia. Para doar, basta estar com boa saúde, ter entre 18 e 65 anos e pesar mais de 50 quilos.

 

 

Reportagem de Juliana Costa - Ministério da Saúde

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