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Brasília – O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, disse que não há prazo para que o órgão decida sobre a proposta de proibir a venda de emagrecedores com sibutramina e dos chamados anorexígenos anfetamínicos, que têm em sua composição as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol.

De acordo com Barbano, a discussão já se arrasta por um ano, mas a definição só será dada quando houver informação suficiente por parte da diretoria colegiada.

“Quando a diretoria tiver segurança, deve tomar a decisão”, disse, durante audiência pública para debater o tema. “As informações contraditórias precisam se encontrar”, completou, ao se referir ao posicionamento contrário de entidades médicas presentes na discussão.

Barbano destacou, entretanto, que considera consistentes os elementos citados no relatório elaborado pela Anvisa que aponta que, mesmo com o controle da venda de emagrecedores, os riscos não compensam.

“A Anvisa não quer retirar os produtos [do mercado]. Há uma aparente necessidade para isso. O que queremos discutir é se isso é evitável ou não”, explicou.

 

 

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Edição: Lílian Beraldo

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Brasília – A Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência antimicrobiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, celebrado no dia 7 de abril.

A resistência ocorre quando os microorganismos – bactérias, vírus, fungos e parasitas – se tornam resistentes à maior parte dos remédios usados nos tratamentos - chamados de superbactérias.

De acordo com a OMS, os microorganismos resistentes não são um problema novo, porém estão se tornando perigoso e ameaçam vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos. As infecções causadas por esses microorganismos deixam as pessoas doentes por mais tempo e elevam o risco de morte.

Dados da OMS indicam o surgimento de 440 mil casos de tuberculose resistentes no mundo a cada ano e cerca de 150 mil pessoas morrem. “Esta é uma grande preocupação porque uma infecção resistente pode matar, pode se espalhar para os outros e impõe custos enormes para a sociedade”.

A organização alerta que o aumento de casos está relacionado ao uso indiscriminado de medicamentos – principalmente antibióticos, abandono de tratamentos, prescrições erradas, remédios de baixa qualidade e também falta de controle e empenho por parte dos governos.

No Dia Mundial da Saúde, a OMS lançará uma política com seis pontos para o controle da resistência antimicrobiana e apelará aos países e autoridades de saúde para que a adotem.

Para conter os microorganismos resistentes, a Anvisa determinou a venda de antibióticos nas farmácias e drogarias de todo o país somente com a apresentação de duas vias da receita médica, com o objetivo de restringir a automedicação. Uma via é retida pelo estabelecimento e a outra é devolvida ao paciente.

 

 

 

Por Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil

Edição: Rivadavia Severo

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Brasília – O Ministério da Saúde divulgou hoje (25) um alerta para os riscos ao coração provocados pelo consumo excessivo de álcool e de alimentos gordurosos durante o carnaval – sobretudo quando associado a um ritmo exaustivo de folia.

De acordo com o o ministério, pessoas com problemas cardíacos e mesmo as saudáveis devem ficar atentas a sintomas como cansaço exagerado, falta de ar, dor no peito, tonteira e palpitações.

Dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) indicam um aumento no número de ataques cardíacos e de derrames neste período do ano. O órgão listou ainda o que chama de “sete pecados para o coração”, uma lista que inclui itens como: não se prevenir; não fazer exercícios físicos; não se hidratar; se alimentar mal; fazer dietas milagrosas; consumir sal; e não relaxar.

 

 

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Edição: João Carlos Rodrigues

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Brasília – O Ministério da Saúde lança hoje (25) a campanha de prevenção à aids no carnaval. Mulheres de 15 a 24 anos de idade com baixa renda e pouca escolaridade são o principal alvo. O lançamento será às 11h, na quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, no Rio de Janeiro.

De acordo com o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais, a campanha terá duas fases. No período que antecede o feriado, o apelo é para o uso do preservativo nas relações sexuais. Depois da folia, a ideia é estimular as pessoas que tiveram relação sexual desprotegida a fazer o exame.

Segundo o Ministério da Saúde, a epidemia de aids no Brasil está estabilizada, mas ainda há um número importante de óbitos provocados pela doença. Por essa razão, o diagnóstico precoce será priorizado nos próximos quatro anos de governo.

 

 

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Edição: Juliana Andrade

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A partir de pescado cultivado em fazenda de piscicultura, pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba, trabalhou com carne mecanicamente separada de tilápia para ser comercializada como “fast food” (comida rápida). No trabalho, a nutricionista Maria Fernanda Calil Angelini desenvolveu o produto de conveniência Quenelle à base de tilápia. “O objetivo do produto é facilitar e aumentar o consumo do pescado, uma proteína de excelente qualidade, porém pouco consumida no Brasil”, destaca Maria Fernanda.

Na primeira etapa, 11 formulações foram testadas e, a partir de uma avaliação prévia feita por grupo focal, outras 4 combinações nutricionais foram desenvolvidas e submetidas a análise sensorial. “O teste de vida útil foi estabelecido para o período de 120 dias, sendo as análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais realizadas a cada 30 dias”, explica a pesquisadora.

O produto foi embalado em dois tipos de embalagens, Pouche de polietileno com zíper e Embalagem de polietileno completada com caixa de papel-cartão parafinado. As Quenelles foram avaliadas sensorialmente nos atributos de aparência, aroma, textura, gosto e sabor, por provadores treinados, ao longo do período de armazenamento. “O produto apresentou excelente aceitação e manteve-se dentro dos parâmetros microbiológicos e físico-químicos, sendo seguro nos 120 dias de armazenamento sob congelamento”, comenta a nutricionista.

O estudo evidenciou que o produto é estável à oxidação lipídica e apresenta-se seguro dentro dos limites preconizados pela legislação quanto aos parâmetros microbiológicos. Em linha com a análise sensorial, as Quenelles devem ser preparadas a partir de matéria- prima recém obtida e apresentadas ao consumidor na forma congelada e embalada para a venda na forma de fast food, prontas para o consumo, assadas imediatamente antes da refeição.

 

Conveniência

Conforme a rotulagem nutricional elaborada para o produto, a porção de 40 gramas (g) apresentou-se com baixo valor energético, quando comparado aos demais produtos deste tipo existente no mercado. “O produto contém, ainda, ferro e vitamina A na sua composição”, reforça Maria Fernanda. “Devido à manutenção da qualidade nos atributos sensoriais, pode-se considerar bem sucedida a intenção de desenvolver este novo produto de conveniência a partir de tilápia, para os dois tipos de embalagens, sendo promissor para atender as tendências do mercado e colaborar para o aumento do consumo do pescado, uma vez que o consumidor procura qualidade e alimentos saudáveis e de fácil preparo”.

Segundo a pesquisadora do Grupo de Estudo e Extensão em Inovação Tecnológica e Qualidade do Pescado (Getep) da Esalq, a pesquisa deve prosseguir o scale up do produto desenvolvido, elaborando os cálculos econômicos a fim de permitir a transferência de tecnologia ao setor industrial. “Ainda pretendemos melhorar no sentido de aumentar a receptividade por meio do desenvolvimento de diferentes tipos de molhos para acompanhar os pratos preparados com as Quenelles”, acrescenta a nutricionista.

A pesquisa foi desenvolvida no laboratório de Pescado e na Planta Piloto de Processamento de Alimentos do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN) e defendida no Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq. O trabalho teve a orientação da professora Marília Oetterer, coordenadora do Getep, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O alto valor nutricional, principalmente protéico, e o baixo custo do resíduo proveniente da produção e industrialização do pescado são fatores que devem ser levados em consideração para a elaboração de novos produtos pelo setor produtivo. “É necessário padronizar sua elaboração, desde a fase da despesca da matéria-prima até o produto final disponibilizado para o consumidor”, afirma a professora.

No Getep, Marília orienta projetos que buscam estabelecer formas de comercialização do pescado que permitam agregar valor ao produto. Uma dessas iniciativas trata da rastreabilidade da cadeia produtiva da tilápia e conta com a colaboração de alunos de iniciação científica do curso de Ciências dos Alimentos da Esalq, mestrandos e doutorandos do CPG- CTA-Esalq e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, pesquisadores e docentes do LAN.

 

 

Agência USP de Notícias

Link de acesso: http://www.usp.br/agen/?p=48980

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