Notícias

O Ministério da Saúde quer aumentar a quantidade de peixe na mesa dos brasileiros. Pelos benefícios que esse alimento traz à saúde, a recomendação da pasta é de que o peixe seja consumido pelo menos duas vezes por semana. Nesta terça-feira, a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, visitou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para discutir a criação de uma campanha de incentivo ao consumo de peixes. Durante o encontro, a ministra lembrou que a carne branca do peixe, além de saudável, é uma das opções mais baratas para a alimentação do brasileiro.

"É um das proteínas mais saudáveis que existe, mas ainda não é devidamente consumida pela população brasileira. Nós temos um consumo médio de 9 quilos ao ano, por habitante, o que é uma média bem abaixo da média recomendada pela Organização Mundial de Saúde que ultrapassa dos doze, até dezessete quilos. Então nós temos um bom trabalho a ser desenvolvido no sentido do incentivo."

A campanha está prevista para o início de abril deste ano. A ministra Ideli Salvatti acrescentou que o Brasil tem um cenário favorável para aumentar a produção da pesca. O país tem 12 por cento da água doce do planeta, além de oito mil e quinhentos quilômetros de costa marítima.

 

 

Reportagem de Maressa Ribeiro - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110175

Você que tem osteoporose e já sofreu alguma fratura por causa disso sabia que é possível evitar novos problemas? Com acompanhamento correto de profissionais de saúde, pacientes com a doença têm menos chances fraturar a mesma a região. De acordo com o ortopedista Bernardo Stolnicki, do Hospital Fdederal de Ipanema, no Rio e Janeiro, uma pessoa que já tenha quebrado uma vértebra, por exemplo, possivelmente terá outra lesão no mesmo lugar em um ano. No Hospital Federal de Ipanema os pacientes com osteoporose ganharam mais uma forma de atenção com o PrevRefrat, Programa de Prevenção de Refraturas. De acordo com Bernardo Stolnicki, o programa oferece tratamento e acompanhamento completo aos pacientes com osteoporose tratados nos hospital.

"A gente faz um exame físico, uma análise completa relacionada a fatores de risco para osteoporose, a fatores de risco para fraturas. Feito isso a gente faz o exame, que é a dessintomeria óssea, um exame padrão para detectar a massa óssea do paciente. A gente tem aconselhamento nutricional, pacientes que tiverem problemas de equilíbrio, por exemplo, que são mais propensos a quedas, esses pacientes podem ser encaminhados para reabilitação na fisioterapia e pacientes que precisarem de medicação, o hospital fornece."

Bernardo Stolnicki afirma que o tratamento contra novas fraturas varia de acordo com a situação de cada paciente. Por isso, ele orienta as pessoas com osteoporose a irem ao ortopedista para receberem o diagnóstico e iniciarem o tratamento adequado.

 

 

 

Reportagem de Juliana Costa, com a colaboração de João Borges.

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110179

Mais do que se preocupar com a fantasia ou com o abadá para este Carnaval, os foliões precisam ter em mente os cuidados com a saúde neste período. Beber muita água e ter uma alimentação saudável para dar conta dos dias de folia são importantes. Mas para se ter um Carnaval seguro tem que lembrar da camisinha. O preservativo, além de evitar uma gravidez não planejada, combate as doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS. Para a cantora brasiliense Ellen Oléria, é possível aproveitar a festa com responsabilidade.

"Quem se ama um pouquinho mais precisa se preservar, cuidar de si, do seu parceiro, da sua parceira. Então em um tempo de festa a gente não precisa se abster da festa, a gente pode fazer uma festa com muito cuidado com a gente".

Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2010, os jovens foram a maioria das vítimas dos casos de AIDS. Portanto, não deixe de levar a sua camisinha neste Carnaval.

 

 

 

Reportagem de Ivana Sant'Anna - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110171

 

Os remédios emagrecedores podem estar com dias contados no Brasil. A Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - realiza nesta quarta-feira uma audiência pública sobre o cancelamento do registro de medicamentos que contenham sibutramina e dos anorexígenos anfetamínicos. As duas substâncias inibem o apetite, fazendo com que seus usuários comam menos. No entanto, para a Agência, os produtos com estes elementos podem causar sérios danos à saúde. É o que explica a chefe do núcleo de monitoramento e avaliação em vigilância sanitária da Anvisa, Maria Eugênia Cury.

"Eles são medicamentos que pelo o seu próprio mecanismo de ação podem apresentar efeitos cardíacos como enfarte, problemas cardiovasculares como o aumento da pressão arterial, problemas relacionados com o aparecimento de hipertensão pulmonar e alguns problemas psíquicos, levando inclusive pacientes a desenvolverem uma espécie de psicose."

Maria Eugênia Cury destaca que nos estudos feitos pela Anvisa, também foi comprovado a baixa eficiência desses inibidores de apetite. A audiência pública para discutir a proposta de retirada dos produtos à base de sibutramina e dos anorexígenos anfetamínicos do mercado será nesta quarta-feira, de nove da manhã à uma da tarde, no auditório da Anvisa, em Brasília. O evento é aberto à participação de qualquer pessoa.

 

 

Reportagem de Juliana Costa - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110169

A pesquisa foi baseada na descrição da atividade feita pelos próprios caminhoneiros

Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizada com caminhoneiros constatou que o uso de drogas, o cansaço físico e mental, as ultrapassagens, a falta de profissionais qualificados no mercado, o sistema de rastreamento, a comissão e determinados tipos de carga estão relacionados aos acidentes envolvendo esses profissionais.

Os dados estão na dissertação de mestrado O trabalho dos motoristas de caminhão: a relação entre atividade, vínculo empregatício e acidentes de trabalho, apresentada no último dia 18 pela psicóloga Luna Gonçalves da Silva, no Departamento de Saúde Ambiental da FSP, sob orientação da professora Claudia Roberta de Castro Moreno.

O objetivo do trabalho foi conhecer e analisar a atividade, aspectos da organização do trabalho e acidentes de motoristas de caminhão com diferentes vínculos empregatícios, partindo do relato dos próprios trabalhadores.

A pesquisadora apoiou-se no fato de que, apesar dos diversos estudos realizados com motoristas de caminhão, poucos são baseados na descrição da atividade feita pelo próprio trabalhador. O conhecimento dos próprios motoristas sobre sua atividade, assim como dos acidentes, pode contribuir para a elaboração de medidas para a redução de acidentes, bem como ações que visem à promoção de saúde destes trabalhadores.

A pesquisa foi feita numa empresa transportadora localizada no estado de São Paulo, no ano de 2010. Realizou-se um estudo qualitativo tendo como método utilizado a Análise Coletiva do Trabalho. Foram realizados quatro encontros, nos quais grupos de motoristas de caminhão, voluntários, descreveram sua atividade às pesquisadoras; não existiu um número pré-determinado de participantes para esse estudo. A partir dos dados obtidos, construíram-se as seguintes categorias: trabalho, saúde, repercussões do trabalho na vida familiar e social; vínculos empregatícios e acidentes de trabalho.

Quatro vínculos

Durante a pesquisa, Luna verificou quatro tipos de vínculos empregatícios na população de estudo: contratados, agregados, terceirizados e quarteirizados. Trabalhadores contratados e agregados queixaram-se do sistema de rastreamento e da atividade de enlonar e desenlonar o caminhão, diferentemente do relato dos terceirizados.

Por outro lado, o relato dos terceirizados é semelhante ao dos agregados, pois em ambos os vínculos há possibilidade de maior autonomia no trabalho, maior retorno financeiro e escolha da data de retorno para casa. Entretanto, a instabilidade financeira e o desamparo de direitos trabalhistas são queixas frequentes desses trabalhadores, o que não ocorre com os motoristas contratados. Dentre os vínculos estudados, motoristas agregados e quarteirizados são os que apresentam as condições de trabalho mais difíceis.

 

 

Por Marcellus William Janes, da Assessoria de Comunicação Institucional da FSP

Link de acesso: http://www.usp.br/agen/?p=48864

Publicidade