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Rio de Janeiro - O governo federal está testando no Espírito Santo uma vacina contra todos os tipos de vírus da dengue e que, em três a quatro anos, ela estará sendo usada para vacinar a população contra a doença, disse hoje (27) o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
“A vacina está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com um laboratório francês. E já estamos testando pela primeira a vacina em seres humanos. Os testes estão sendo feitos no estado do Espírito Santo e a nossa expectativa é de que, em três a quatro anos, tenhamos uma vacina segura no mercado para todos os vírus”, afirmou Temporão, em entrevista à Agência Brasil.
As informações do ministro da Saúde foram dadas após visita às obras de reforma, ampliação e modernização do Hospital Federal de Ipanema, na zona sul do Rio. Na ocasião, o ministro admitiu que a dengue foi um dos principais problemas enfrentados em sua gestão e que, por ser uma doença endêmica, teve anos piores e outros em que a situação esteve mais sob controle.
“Durante todos estes anos foi um problema recorrente, porque é uma doença complexa e com relação direta com acesso à água, limpeza das cidades, informação, educação, padrão de urbanização. Então, enquanto a vacina não chega, a solução é prevenir e educar a população e conscientizá-la do problema”.
Por Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil
Edição: Aécio Amado
Revista Pesquisa FAPESP – Um grupo coordenado pela neurocientista brasileira Carol Elias deu um passo importante para desvendar os mecanismos bioquímicos de um fenômeno que vem alarmando médicos norte-americanos: a antecipação da puberdade feminina.
Depois de quase uma década de investigação que começou no Brasil, com financiamento da FAPESP, da Capes e do CNPq, e terminou nos Estados Unidos, com apoio dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), Carol e sua equipe identificaram a região cerebral em que o hormônio leptina age despertando o amadurecimento sexual. É o núcleo pré-mamilar ventral.
“Há um mecanismo bioquímico delicado que informa ao cérebro que o organismo está pronto para reproduzir”, disse Carol, ex-professora na Universidade de São Paulo (USP) e atualmente pesquisadora na Universidade do Texas. E quem dá esse recado ao cérebro é a leptina, hormônio secretado pelas células de gordura, mais conhecido por despertar a sensação de saciedade e reduzir a fome.
Anos atrás surgiram as primeiras pistas de que esse hormônio iniciava uma cadeia de reações químicas que levam ao desenvolvimento dos órgãos sexuais e à fertilidade. Camundongos e seres humanos que não produzem leptina não entram na puberdade, período em que começam transformações fisiológicas que preparam o corpo para procriar.
De 1997 a 1999, período em que passou na Universidade Harvard, Carol colaborou com a identificação das regiões cerebrais que produzem receptores de leptina, proteína à qual o hormônio de mesmo nome se liga estimulando o funcionamento das células cerebrais (neurônios).
Entre as regiões do hipotálamo que expressam receptores de leptina, uma chamou a atenção: o núcleo pré-mamilar ventral. Esse grupo de células, como já havia sido demonstrado por outro brasileiro, Newton Canteras, pesquisador da USP, se conecta a regiões cerebrais produtoras do hormônio liberador de gonadotrofinas, responsável por estimular a secreção de outros hormônios sexuais.
Mas a comprovação de que era esse núcleo que mediava a ação da leptina no início da puberdade levou mais tempo. Convidada pelo neurocientista Joel Elmquist a integrar sua equipe no Texas, Carol e os pesquisadores José Donato Júnior, Roberta Cravo e Renata Frazão desenvolveram em laboratório um camundongo geneticamente modificado para, em certas condições, produzir o receptor de leptina apenas no núcleo pré-mamilar ventral. A estratégia deu certo, relatam os pesquisadores em artigo publicado no dia 22 na revista Journal of Clinical Investigation.
As fêmeas de camundongo inférteis entraram na puberdade e se tornaram capazes de procriar quando se estimulou a produção do receptor de leptina exclusivamente no núcleo pré-mamilar ventral. “As células desse núcleo passaram a reconhecer a presença da leptina, induzindo o amadurecimento sexual”, explicou Carol.
A provável explicação é que os neurônios do núcleo pré-mamilar ventral estimulam a atividade de células produtoras do hormônio liberador de gonadotrofinas que, por sua vez, induz a produção de outros hormônios sexuais. Essa cadeia de reações bioquímicas, que, por razão ainda desconhecida despertou a puberdade apenas nas fêmeas, ajuda a compreender porque uma proporção cada vez maior de meninas norte-americanas com 7 e 8 anos de idade estão entrando na puberdade, como mostrou estudo publicado em setembro na Pediatrics.
“É possível que as taxas mais elevadas de leptina em crianças obesas estejam estimulando regiões cerebrais que normalmente só seriam ativadas mais tarde”, disse Carol.
“Agora que identificamos o grupo de células responsáveis por mediar a ação da leptina no início da puberdade teremos condições de desvendar os mecanismos celulares, genéticos e bioquímicos envolvidos nesta função”, disse.
O artigo Leptin’s effect on puberty in mice is relayed by the ventral premammillary nucleus and does not require signaling in Kiss1 neurons (doi:10.1172/JCI45106), de Carol Elias e outros, pode ser lido em www.jci.org/articles/view/45106.
Por Ricardo Zorzetto - Agência FAPESP
Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13244/obesidade-e-puberdade.htm
O Ministério da Saúde divulgou esta semana os dados do VIVA, Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes. O levantamento revelou que a suspeita de ingestão de bebida alcoólica por parte do provável agressor foi relatada por 30,3 por cento das mulheres vítimas de violências domésticas, sexuais e outras violências, durante todo o ano de 2008. De acordo com a coordenadora da área técnica de Vigilância e Prevenção de Acidentes e Violências do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Marta Silva, durante a pesquisa, o número de homens que afirmaram terem ingerido bebida alcoólica também foi alto.
"Quando eu pego as violências, que são as agressões interpessoais, os maus tratos, violência doméstica, violência física, cerca de 37,5% das pessoas declararam ter feito uso de bebida alcoólica. Então é um dado elevado é um dado muito grave, alarmante e chama atenção, pois o álcool é um dos fatores de risco associado a ocorrência de violências e dos acidentes."
A coordenadora da área técnica de Vigilância e Prevenção de Acidentes e Violências do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Marta Silva, explica que o estudo foi realizado em serviços de referência para atendimento de vítimas de violência doméstica, sexual e outras violências, em 18 municípios de 14 estados do País.
Reportagem de Suely Frota - Ministério da Saúde
Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS100798
Brasília – O Ministério da Saúde constatou queda, entre 2005 e 2009, no número de casos, internações e mortes provocadas pela malária. Os casos passaram de 607.801, em 2005, para 306.908, em 2009. As mortes diminuíram 52%, de 122 para 58. A quantidade de pessoas hospitalizadas caiu 60%, de 11.149 para 4.442 no período analisado.
Para o coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária, José Ladislau, a redução nos indicadores está relacionada à ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento. Em 2003, 48% dos doentes recebiam o tratamento. No ano passado, o percentual foi de 60%.
Apesar da queda, a incidência da malária continua alta no país. Um dos desafios é amenizar o sabor amargo das drogas usadas para tratar a doença, principal motivo de abandono do tratamento, que dura uma semana. “As pessoas abandonam o tratamento pela metade e aumenta a resistência do parasita ao medicamento”, disse Ladislau à Agência Brasil.
O laboratório Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aguarda aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fornecer comprimido que reúne as duas drogas (cloroquina e primaquina) usadas no tratamento.
O total de casos este ano deve ser semelhante ao de 2009, com pouco variação de queda, conforme estimativa de Ladislau. O motivo, segundo o coordenador, é o crescimento de casos no primeiro semestre devido a interrupção de ações de controle por parte dos municípios e também o registro de surtos na Ilha de Marajó, no Pará.
Os estados da Amazônia Legal são os mais afetados pela malária, respondem por 98% das notificações. Em 2009, o Pará e o Amazonas lideraram o ranking com quase 100 mil casos cada um. A partir do próximo mês, começará a distribuição de 1,1 milhão de mosquiteiros e 500 mil testes rápidos de diagnóstico, resultado do plano de prevenção e controle da malária em 47 municípios da região amazônica, financiado pelo Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária. A meta é reduzir os casos para aproximadamente 150 mil até 2015.
A malária é causada por um parasita transmitido pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. A doença provoca fraqueza, febre alta, calafrios e dores de cabeça e no corpo. Uma pessoa pode ser infectada várias vezes. Jovens com até 29 anos de idade, mulheres e crianças são as principais vítimas. Não há vacina contra a malária. As formas de prevenção são o uso de telas em portas e janelas, mosquiteiros com inseticida e repelentes.
Por Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Rivadavia Severo
Você já voltou das férias com manchas avermelhadas ou brancas no corpo? Pode ser micose. A doença é uma infecção causada por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos. Durante o verão, a alta temperatura e a baixa umidade favorecem o crescimento dos fungos causadores da doença. Alguns tipos de micose são mais comuns nessa época do ano. Uma delas é a Pitiríase versicolor, conhecida popularmente como pano branco, devido às manchas brancas que provoca no corpo. Os fungos atingem principalmente o rosto, pescoço e couro cabeludo, áreas mais oleosas do corpo. A dermatologista, Izabel Martinez, da Academia Internacional de Dermatologia, explica por que esse tipo de micose acontece mais nesse período do ano.
"A Pitiríase versicolor ele é um fungo que, por viver com a gente, a gente tem que ter uma baixa de umidade para ele poder aparecer. Então, no sol, no verão, você fica mais pré-disposto a que ela se apresente, apareça no paciente, por que você diminui um pouquinho essa nossa defesa imunológica na pele."
Izabel Martinez dá dicas de como evitar a micose nesse período mais quente do ano:
"Não usar o mesmo sapato todos os dias. Secar bem entre os dedos dos pés. Não usar roupas das pessoas que não conhecem. Se tiver uma manchinha, se aparece alguma manchinha, vá ao dermatologista."
A dermatologista ressalta ainda que automedicação pode piorar a micose e dificultar o tratamento. O melhor a fazer é, logo que aparecerem os sintomas, procurar o dermatologista de confiança para melhor diagnosticar e tratar a doença.
Reportagem de Suely Frota - Ministério da Saúde
Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS100796