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Um novo estudo divulgado pela Universidade de Boston, nos Estados Unidos, revela que refrigerantes e sucos industrializados aumentam as chances de uma pessoa desenvolver gota. A doença é uma forma de artrtite causada pelo excesso de ácido úrico no sangue, provoca fortes dores nas extremidades do corpo, principalmente nos dedos do pé. De acordo com a pesquisa, pessoas que bebem muito refrigerante e suco de caixinha tendem a acumular mais gordura no abdômen, o que leva ao aumento de ácido úrico na circulação. A reumatologista Gina Haase explica que a chave para se evitar o problema é a alimentação saudável.

"Evitar excessos de proteína, excesso de carnes gordurosas, embutidos. Ter uma alimentação rica em vitamina C também é importante, porque ajuda a eliminar o excesso de ácido úrico, morangos, frutas cítricas. Evitar também excesso de frutos do mar. Enfim, ter uma vida saudável. Bebida alcoólica deve ser evitada, principalmente a cerveja."

A reumatologista Gina Hasse afirma que a gota não tem cura, mas tem tratamento. Sintomas mais comuns da doença são dores e inchaços nas extremidades do corpo como dedos, principalmente os dos pés, e cotovelo. A reumatologista acrescenta que as dores causadas pela gota duram de três a dez dias.

 

 

Reportagem de Juliana Costa - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110010

Agência FAPESP – Uma dieta com elevado consumo de sal durante a gestação poderá gerar indivíduos que, na idade adulta, terão hipertensão arterial. Por outro lado, se o consumo de sal durante a gravidez for baixo, o problema pode ser o desenvolvimento de resistência à insulina.

Esses são alguns dos resultados obtidos em estudos feitos com ratos pela equipe do professor Joel Claudio Heimann, livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que investiga os efeitos das alterações no ambiente perinatal, que engloba o período gestacional até o final da lactação.

O trabalho de pesquisa foi feito no âmbito do Projeto Temático "O sistema renina-angiotensina em prole de mães submetidas a alterações no ambiente perinatal", coordenado por Heimann e apoiado pela FAPESP.

“É importante frisar que esses resultados não significam necessariamente o aumento da mortalidade dos ratos na idade adulta”, disse Heimann à Agência FAPESP, salientando também que a pesquisa não pode ser extrapolada para humanos sem estudos adicionais de validação dos resultados no homem.

Mesmo assim, o trabalho vem produzindo dados importantes sobre o papel do sal durante o período gestacional. Por exemplo, a dieta hipossódica, com restrição de sal, levou à formação de animais que, na idade adulta, apresentaram excesso de colesterol (hipercolesterolemia).

Esses mesmos animais também apresentaram maior resistência à insulina. “Isso significa que eles precisam de mais insulina para manter os níveis normais de açúcar no sangue”, explicou Heimann.

Outro efeito curioso observado é que as fêmeas – mas não os machos – das proles de mães que consumiram dieta com pouco sal durante a gestação e amamentação desenvolveram obesidade na idade adulta.

Os mecanismos responsáveis por qualquer caso de obesidade podem ser a maior ingestão de alimentos com conteúdo calórico elevado, o menor gasto energético decorrente de sedentarismo ou peculiaridades do metabolismo (como o hipotiroidismo) ou o conjunto dos mecanismos.

“No nosso estudo, o primeiro fator foi excluído. As fêmeas obesas não ingeriram mais ração do que o grupo controle – prole de mães alimentadas com ração com conteúdo normal de sal durante o período perinatal. Em conclusão, restou a hipótese do menor gasto energético”, disse.

Outra linha de estudo abordada no Projeto Temático analisa alterações na prole de mães com hiper ou hipotiroidismo durante a gestação. Coordenado pela professora Maria Luiza Morais Barreto de Chaves, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o estudo descobriu que filhotes de mães que sofrem de hipertiroidismo nascem com baixo peso.

Heimann lembra que o nascimento abaixo do peso pode ser indicativo de complicações na idade adulta. Esse problema foi apontado pela primeira vez pelo epidemiologista inglês David J.P. Barker, criador da hipótese do fenótipo econômico segundo a qual mães que sofrem restrições na alimentação durante a gestação produzem filhos menores de forma a adaptá-los às condições de escassez do ambiente.

 

Mecanismos epigenéticos

Outra linha de pesquisa que está sendo abordada no Temático analisa os efeitos da poluição atmosférica na gestação. Esse estudo é coordenado pelo professor Paulo Saldiva, do Departamento de Patologia da FMUSP, especialista na relação entre poluição atmosférica e saúde.

Baixo peso ao nascimento, diminuição da fertilidade e hipertensão arterial, como efeitos da poluição, também foram verificados em humanos. Outro efeito observado tanto em animais como em seres humanos cujas mães foram submetidas à poluição durante a gestação é a geração de mais fêmeas do que a machos. “Essa é uma linha de investigação importante, especialmente para cidades com índices de poluição, como São Paulo”, disse Heimann.

Para o professor da USP, a maior contribuição desse Projeto Temático está em chamar a atenção para fatores capazes de alterar a programação do feto sem modificar a estrutura do DNA. Fatores importantes, como a resistência à insulina surgem e são passados de uma geração para outra e dependem apenas das condições encontradas durante o período gestacional.

Chamados de mecanismos epigenéticos, por não serem localizados no genótipo, esses fatores têm demonstrado possuir um grande grau de influência sobre as características dos indivíduos. “Os estudos vêm mostrar que não é somente a genética, mas há estímulos que reprogramam o feto e causam alterações profundas no organismo”, disse Heimann.

Com isso, o pesquisador já nota mudanças nos procedimentos médicos. “Os obstetras, por exemplo, que antes se preocupavam muito em manter o peso da gestante, hoje são mais flexíveis nesse ponto, uma vez que gestações com restrições calóricas extremas possuem efeitos negativos sobre a prole”, afirmou.

 

 

Matéria de Fábio Reynol

Agência FAPESP

Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13275/riscos-na-gestacao.htm

Um levantamento do Ministério da Saúde revela que as quedas dentro de casa têm levado muitas crianças aos hospitais. De acordo com a pesquisa, mais da metade dos atendimentos feitos em unidades de saúde de 23 capitais do País, entre setembro e novembro de 2009, foram provocados por acidentes na infância. Segundo Deborah Malta, coordenadora de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, a maioria dos casos ocorre dentro de casa, no ambiente em que a criança se sente mais a vontade.

"Sessenta e cinco por cento das ocorrências ocorreram dentro das próprias residências. São brinquedos espalhados pelo chão, são tapetes, são mobiliários com quinas, são móveis de vidro. São crianças que correndo se acidentam, caem, escorregam."

Também é comum ocorrerem queimaduras com ferro de passar roupa e panelas, além de intoxicações, engasgos e afogamentos. Para evitar problemas, Deborah Malta alerta que é fundamental orientar a criança.

"Ensinar a criança que tem espaços que ela deve ter mais atenção. Agora, sem dúvida, a maior importância é ter um adulto vigilante cuidando da proteção e da segurança dessas crianças."

A pesquisa foi feita com dados do sistema de Vigilância de Violências e Acidentes, o VIVA, em 74 unidades de saúde de 23 capitais e Distrito Federal.

 

 

Reportagem de Cynthia Ribeiro

Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110006

Brasília – A Secretaria de Saúde do Amazonas confirmou o primeiro caso de dengue tipo 4 no estado. Um adolescente de 13 anos, morador do bairro do Coroado, na zona leste de Manaus, contraiu a doença.

Em 2010, o governo de Roraima chegou a confirmar pelo menos dez casos, mas o surto, de acordo com o Ministério da Saúde, foi contido. A doença não era registrada no país havia 28 anos.

Na capital amazonense, Manaus, medidas de controle contra a dengue foram reforçadas, como a ampliação das chamadas unidades sentinelas, nas quais pacientes com suspeita da doença são submetidos a testes rápidos para confirmação do diagnóstico.

Unidades de saúde das redes pública e particular foram alertadas sobre a obrigatoriedade de notificação de casos suspeitos de dengue.

“Em virtude da confirmação de dez casos de dengue tipo 4 no vizinho estado de Roraima, as autoridades de saúde da prefeitura de Manaus e do governo do estado já vinham trabalhando, desde o ano passado, com a possibilidade da introdução do vírus no Amazonas”, afirmou a secretaria, por meio de nota.

Os sintomas das quatro variações de dengue (tipos 1,2, 3 ou 4) são os mesmos. Entre eles, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, febre, diarreia e vômito. O tratamento também é idêntico.

A dengue tipo 4, segundo a secretaria, não é mais potente ou mais perigosa que os demais tipos da doença, mas preocupa as autoridades, uma vez que a população brasileira não tem imunidade.

 

 

Matéria de Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Edição: João Carlos Rodrigues

Link de acesso: http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude;jsessionid=62D149F713B3BDBFCF336EA974780572?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3156594

Brasília – A partir deste mês, hospitais e entidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) vão receber menos pelo tratamento de pacientes com câncer no sangue (leucemia mieloide crônica-LMC) e linfomas malignos.

Duas portarias do Ministério da Saúde, que já entraram em vigor, fixam valores inferiores aos estabelecidos em junho de 2010. No caso da quimioterapia para o tratamento da LMC em fase crônica, o valor caiu de R$ 3.175 para R$ 2.489. Segundo o ministério, a tabela de valores sofreu uma readequação, pois os hospitais passaram, desde o ano passado, a pagar menos pelos remédios usados no tratamento, resultado de um acordo fechado entre a pasta e os laboratórios.

Um exemplo citado é o preço do Glivec, fabricado pelo laboratório Novartis, que caiu pela metade. De janeiro de 2011 a dezembro de 2012, cada comprimido de Glivec sairá por R$ 20,60, contra R$ 42,50 pagos em 2009. O medicamento é usado para tratar aproximadamente 7,5 mil pacientes com LMC e um tipo de câncer gastrointestinal.

O governo federal garante que os pacientes e as instituições não sofrerão prejuízo com a mudança. No entanto, a medida gerou críticas da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH). Para o presidente da entidade, Carmino de Souza, os novos valores são insuficientes para viabilizar um tratamento adequado aos portadores da doença. “Esse valor não dá para pagar a quimioterapia. Doentes vão deixar de receber remédios. As instituições não têm condições de arcar”, disse à Agência Brasil.

A associação solicitou uma audiência ao novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para pedir a revisão das portarias. A ABHH estima em 4,5 mil os novos casos de LMC por ano no país. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de aproximadamente 12 mil novos casos de linfomas por ano.

 

 

Matéria de Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil

Edição: Vinicius Doria

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