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Brasília – O governo federal decidiu proibir o uso da vacina fabricada pelo laboratório Bio-Vet na campanha contra raiva animal. De acordo com uma nota técnica dos ministérios da Saúde e da Agricultura, testes revelaram resultados insatisfatórios sobre os efeitos a serem provocados pela vacina. A vacinação nacional contra raiva estava suspensa desde outubro, após o registro de mortes e reações adversas em animais vacinados, como hemorragia e dificuldade de locomoção.
Os ministérios determinaram que as secretarias de Saúde incinerem parte das vacinas. Outras unidades serão recolhidas pelo laboratório.
A campanha de vacinação deverá ser retomada somente em 2011, sem data definida. O Ministério da Saúde receberá três milhões de doses da empresa para ações esporádicas.
Conforme dados dos ministérios, 637 cães e gatos apresentaram efeitos adversos depois de terem sido vacinados, sendo 41,6% considerados graves. O Ministério da Agricultura reiterou que as vacinas foram testadas pelos laboratórios oficiais antes de serem usadas na campanha, quando não foram detectadas falhas. A vacina do Bio-Vet passou a ser usada na edição deste ano da campanha.
A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade entre humanos é próxima de 100%.
Matéria de Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Rivadavia Severo
Brasília – A partir de 2011, o Brasil vai adotar o teste que permitirá o diagnóstico da sífilis em cerca de 15 minutos. O método foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (BioManguinhos) e a empresa Chembio Diagnostic, dos Estados Unidos. O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, firmou hoje (29) acordo com a empresa norte-americana para a transferência da tecnologia no período de cinco anos.
Os exames têm como alvo o diagnóstico precoce da doença em grávidas. Cerca de 48 mil gestantes no Brasil são infectadas pela sífilis, quatro vezes mais do que a prevalência do vírus HIV, conforme cálculos do Ministério da Saúde. Estima-se 12 mil casos de sífilis congênita por ano, passada da mãe para o feto.
Os novos testes serão oferecidos em kits para o Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde calcula a necessidade imediata de 1 milhão de testes. Atualmente, a rede pública dispõe dos métodos tradicionais. De acordo com a Fiocruz, a nova tecnologia é 50 vezes mais sensível na do que o método atual, e não exige treinamento complexo dos profissionais.
Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis pode causar problemas de cegueira, paralisia, cerebral e cardíacos. É transmitida pela relação sexual sem preservativo, transfusão de sangue contaminado ou durante a gestação ou o parto. Os primeiros sintomas são feridas nos órgãos sexuais, que não doem, nem ardem ou coçam. As feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, dando falsa impressão de cura. Sem o tratamento, podem surgir manchas nas mãos e pés e queda de cabelos. A pessoa pode ficar sem sintomas da contaminação de três a 12 anos.
Matéria de Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Aécio Amado
O Câncer de pulmão está crescendo entre as mulheres conforme levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer, o Inca. Segundo a pesquisa, de dois mil a dois mil e cinco, a ocorrência de câncer de pulmão nas mulheres aumentou principalmente em dezessete cidades brasileiras. Entre elas, Porto Alegre, Goiânia, Fortaleza e Belo Horizonte. A situação é mais grave na capital do Rio Grande do Sul, onde a incidência quase dobrou entre as mulheres. Para a supervisora de Programas de Controle de Câncer, da Divisão de Informação do Inca, Marceli de Oliveira Santos, os dados comprovam que as mulheres estão fumando cada vez mais.
"Uma das possíveis coisas que a gente pode imaginar é, como Porto Alegre tem a maior prevalência de tabagismo no Brasil, isso se reflete nas taxas de incidência. E o que a gente tem visto é que a prevalência de tabagismo tem aumentado nas mulheres mais adolescentes. Então esse aumento dessa incidência já pode ser reflexo disso."
Por outro lado, a supervisora de Programas de Controle de Câncer do Inca ressalta um dado positivo no estudo. No Brasil, quarenta e quatro por cento dos cânceres de colo do útero diagnosticados são descobertos na fase inicial da doença.
Reportagem de Suely Frota - Ministério da Saúde
Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS100721
O momento do parto é um dos mais preciosos na vida de uma mulher. De cócoras, em pé, ouvindo música ou segurando a mão do companheiro, é importante para a saúde de mãe e filho que a vontade da mulher seja respeitada. Essas são características do chamado parto humanizado, que já é uma realidade dentro do Sistema Único de Saúde. Para debater o assunto, começa neste fim de semana em Brasília a terceira Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. O encontro é promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Rehuna, Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento. Daphne Rattner, representante do Conselho Diretor da Rehuna, destaca a importância do evento.
"Estamos agora trazendo a oportunidade de discutir como que devemos mudar a assistência a partos e nascimentos de forma que ela possa ser, com base científica, respeitosa e humanizada. Uma assistência humanizada respeita a mulher, respeita seu bebê."
Daphne Rattner ressalta que no Brasil são grandes os avanços voltados à promoção do parto humanizado.
"O Brasil tem muito a fazer, mas nós avançamos mais do que muitos países. Na verdade, nós estamos na mira de alguns outros países. Estamos recebendo gente do Camboja, de Moçambique, de Madagascar, da América Latina, que vieram ver como que o Brasil está mudando a sua assistência a parto. Nós temos o que ensinar, o que mostrar."
Daphne Rattner lembra que durante o evento serão realizadas palestras, oficinas e debates. A III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento termina na próxima segunda-feira, dia 29.
Reportagem de Juliana Costa - Ministério da Saúde
Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS100717
Rio de Janeiro - O Ministério da Saúde vai investir R$ 115 milhões na prevenção e no controle do câncer de colo do útero no país. A iniciativa faz parte do Plano de Ação para Redução de Incidência e Mortalidade da doença, anunciado hoje (26), no Rio de Janeiro, pelo ministro da pasta, José Gomes Temporão. Segundo ele, o foco das ações será a Região Norte, onde esse tipo de tumor é o mais frequente e representa a primeira causa de morte por câncer da população feminina.
Um estudo divulgado hoje Instituto Nacional do Câncer (Inca) revela que nos últimos 20 anos houve avanço no diagnóstico precoce da doença, mas aponta disparidades regionais.
Enquanto na cidade de Manaus a taxa de novos casos para cada 100 mil habitantes é de 50,59, em Porto Alegre, por exemplo, ela cai para menos da metade: 20,05. O índice é ainda menor em cidades do Sudeste, como São Paulo, onde 16,47 casos de câncer de colo de útero são diagnosticados em cada grupo de 100 mil habitantes. O período analisado na publicação é de 2000 a 2005.
“A Região Norte, seguida da Nordeste, aparece como o local onde precisamos aperfeiçoar a qualidade dos laboratórios que fazem exames e garantir o acesso das mulheres ao tratamento adequado que garante, quando há diagnóstico precoce, cura completa”, afirmou o ministro, ao participar do lançamento da publicação Câncer no Brasil – Dados dos Registros de Câncer de Base Populacional.
Temporão explicou que o financiamento será feito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados do Inca revelam que para o conjunto do país o câncer de colo do útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do de mama. A cada ano, há o registro de 18.430 novos casos e 4,8 mil brasileiras morrem pela doença, que é a quarta causa de óbitos de mulheres por câncer no Brasil.
Esse tipo de câncer pode ser prevenido porque apresenta lesões precursoras possíveis de serem detectadas por meio da coleta de material do colo do útero, no exame papanicolau.
Segundo o coordenador de Ações Estratégicas do Inca, Cláudio Noronha, essas lesões iniciais são tão superficiais que não chegam a invadir a membrana do colo do útero. “Por isso, se for tratada adequadamente, a lesão é eliminada, impedindo a progressão da doença e evitando o surgimento do câncer”, acrescentou.
O Ministério da Saúde recomenda que todas as mulheres com idades entre 25 e 59 anos façam o papanicolau a cada três anos. A maior incidência desse tipo de câncer, no entanto, ocorre na faixa entre 45 e 49 anos de idade.
Matéria de Thais Leitão - Repórter da Agência Brasil
Edição: Juliana Andrade