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Brasília – Mais de 600 mil fumantes passivos morrem por ano no mundo vítimas de doenças relacionadas à exposição ao fumo. Desse total, 165 mil são crianças. É o que revela estudo inédito feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 192 países, entre os quais o Brasil, e divulgado hoje (26).
As mulheres são as principais fumantes passivas, o que corresponde a 47% das mortes. As crianças aparecem em segundo lugar (28%) e os homens em terceiro (26%).
As principais causas de morte dos fumantes passivos são problemas cardíacos, infecções respiratórias, asma e câncer de pulmão. A OMS constatou que 40% das crianças foram expostas à fumaça do cigarro, 33% dos homens não fumantes e 35% das mulheres não fumantes.
As maiores taxas de exposição foram encontradas no Leste da Europa, Pacífico Ocidental e Sudeste Asiático, segundo dados de 2004.
Diante do atual cenário, a OMS alerta que os países devem adotar medidas urgentes para proteger os fumantes passivos.. Apenas 7,4% da população mundial vivem em regiões com ambientes livres do tabaco.
Alguns estados brasileiros já proíbem, em lei, o fumo em lugares fechados de uso coletivo, além de eliminar áreas reservadas aos fumantes. No Congresso Nacional, tramita um projeto de lei que prevê o fim dos fumódromos em todo o país.
Matéria de Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues
Brasília – Com estimativa de mais de 480 mil novos casos de câncer no Brasil este ano, autoridades de saúde e organizações médicas promovem hoje (27) atividades de prevenção à doença em várias cidades do país, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Câncer.
No Distrito Federal (DF), a Secretaria de Saúde, com o apoio de entidades da sociedade civil, faz exames preventivos de câncer de pele, mama e pulmão na Rodoviária do Plano Piloto, na região central da capital federal.
O câncer de pele (não melanoma) deverá ser o tipo de tumor mais incidente na população brasileira em 2010, com previsão de 114 mil casos este ano. O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional Distrito Federal, Gilvan Alves, alerta que as chances de cura aumentam quando o diagnóstico é feito com o aparecimento dos primeiros sintomas da doença, como feridas difíceis de cicatrizar. “O ideal é procurar o médico de seis em seis meses”, aconselha.
Em relação ao câncer de pulmão, o Inca estima que este ano fechará com 17.800 casos entre homens e 9.830 entre as mulheres. O câncer de pulmão é considerado um tipo de tumor altamente letal, por ser, geralmente, detectado em estágio avançado. “É uma doença que está relacionada, principalmente, à exposição ao fumo”, disse o coordenador do Programa de Controle de Câncer e Tabagismo do DF.
Quanto ao câncer de mama, são estimados 49.240 casos este ano, com um risco de 49 casos a cada 100 mil mulheres.
A mais recente publicação do Instituto Nacional de Câncer (Inca), divulgada ontem (26), aponta que os tipos de tumor mais frequentes nos homens são os de pele (não melanoma), próstata e pulmão. Já nas mulheres, os mais diagnosticados são os de pele (não melanoma), mama e colo do útero. A pesquisa do instituto foi feita em 17 cidades brasileiras, de 2000 a 2005.
Na atual publicação do Inca, divulgada ontem (26), as cidades de Porto Alegre, Goiânia e São Paulo aparecem com os maiores índices de registros de câncer entre 2000 e 2005, tanto em homens quanto em mulheres. A capital gaúcha obteve a maior média de incidência da doença. Entre os homens, foram 404,16 casos por 100 mil habitantes. No público feminino, foram 286,18 por grupo de 100 mil.
Matéria de Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Fernando Fraga / Matéria alterada para ajustes de informação
Brasília – A partir deste domingo (28) começam a valer as novas regras para a venda de antibióticos nas farmácias e drogarias de todo o país. Os medicamentos só podem ser vendidos com a apresentação de duas vias da receita médica, sendo que uma delas ficará com o estabelecimento e outra com o consumidor. Essa norma já vale para remédios psicotrópicos, conhecidos como de tarja preta, usados no tratamento de depressão e ansiedade.
As receitas terão validade por dez dias a partir da prescrição do médico. Os médicos e profissionais habilitados devem prescrever o remédio com letra legível e sem rasuras.
A regra vale para 93 tipos de substâncias antimicrobianas que compõem todos os antibióticos registrados no Brasil, como amoxicilina, azitromicina, cefalexina e sulfametoxazol, algumas das mais vendidas no país. Estão de fora da lista os antibióticos usados exclusivamente em hospitais.
O estabelecimento que desrespeitar a regra está sujeito a punição, que vai de multa até interdição. Com a venda mais rígida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer evitar o uso indiscriminado de antibiótico pela população e conter o avanço dos casos de contaminação por superbactérias, como a KPC – responsável pelo recente surto de infecção hospitalar no Distrito Federal.
Em nota, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) alega que a regulamentação causará transtorno aos brasileiros. A entidade argumenta que parte significativa da população não tem acesso a uma consulta médica e que a receita de controle especial também não está disponível em todos os municípios. “Não poderá ser aceita uma receita médica comum e, nesse caso, a farmácia não poderá dispensar o medicamento, mesmo prescrito corretamente pelo médico ou dentista”, diz a associação.
A Abrafarma solicitou adiamento do início da vigência da medida para esclarecer a sociedade. Procurada pela Agência Brasil, a Anvisa informou que a data estipulada estava mantida. As farmácias e drogarias tiveram prazo de 30 dias para adequação.
A resolução da Anvisa, editada em outubro, determina mudanças também nas embalagens e bulas, que deverão ter a seguinte frase: Venda Sob Prescrição Médica - Só Pode Ser Vendido Com Retenção da Receita. As empresas farmacêuticas têm mais cinco meses para se adequar.
Matéria de Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Fernando Fraga
Brasília – O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou recomendações para evitar o agravamento de doenças pré-existentes em quem vai viajar de avião. O documento, elaborado pela Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do conselho, será enviado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Infraero, companhias aéreas, sindicatos das empresas de transporte aéreo, representações das agências de viagem e entidades médicas.
O documento traz orientações a serem adotadas em gestantes e pessoas com doenças respiratórias, cardiovasculares e transtornos psiquiátricos antes de embarcar, além de casos em que uma viagem de avião é contraindicada.
A câmara técnica decidiu produzir o documento por ainda ser limitado os conhecimentos da comunidade médica sobre alterações no organismo em um voo e a pouca estrutura de atendimento disponível nas aeronaves. As recomendações tiveram como base uma cartilha da Liga de Medicina Aeroespacial da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
De acordo com o CFM, a partir de dados das empresas aéreas, estima-se um caso de morte súbita a bordo de um avião a cada 5,7 milhões de passageiros. Fatores como imobilidade, doenças pré-existentes e mudança na ingestão de remédios contribuem para esse tipo de ocorrência.
Matéria de Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: Fernando Fraga
Brasília – A importância do parto normal e da amamentação para a saúde de mães e bebês foi alvo de discussões e apresentação de vídeos hoje (28), em Brasília, na 3ª Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento. O evento continua até a próxima terça-feira (30).
O professor de medicina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Ricardo Chaves criticou o fato de muitos médicos recorrerem a operações cesarianas. O recurso, segundo ele, "está virando uma cultura, quando se sabe que é muito melhor para a mulher se ela tiver parto normal e também para os bebês”.
Para Elza Giugliane, da área de apoio à criança e à amamentação, do Ministério da Saúde, "o malefício da cesariana virou rotina e tem repercussão negativa também no âmbito psíquico da mulher". A cirurgia "não pode ter como critério a conveniência da parte do profissional de saúde ou da mãe, mas, sim, conforme a viabilidade clínica, a necessidade".
Segundo ela, a amamentação da criança nas primeiras horas depois do nascimento é fundamental para a saúde do bebê, pois 20% daquelas que não são amamentadas pela mãe desenvolvem com mais facilidade o diabetes.
A epidemiologista Maria do Carmo Leal afirmou que, atualmente, "até os hospitais privados se preocupam com os efeitos danosos da cesariana" pois as crianças têm que ficar muitas horas nas unidades de Terapia Intensiva (UTIs) quando há complicações nesse tipo de parto.
O professor da Universidade de Campinas Hugo Sabatino afirmou que há sete vezes mais casos de mortes nas cesarianas do que nos partos normais e 35 vezes mais complicações no parto cirúrgico. "Operar uma mulher para que ela tenha um filho é uma violência contra ela e contra a criança que vai nascer, o que, muitas vezes, acontece prematuramente".
O encontro está sendo promovido pelo Ministério da Saúde com apoio da organização da sociedade civil Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa).
Matéria de Lourenço Canuto - Repórter da Agência Brasil
Edição: Lana Cristina