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Brasília – A maioria dos brasileiros com HIV em 2009 é formada por brancos (47,7%). Em seguida, estão os negros (46,8%), os amarelos (0,5%) e os indígenas (0,3%), mostra boletim epidemiológico divulgado hoje (1º) pelo Ministério da Saúde. Segundo o estudo, 4,7% dos pacientes não declararam raça ou cor.

Do total de casos registrados no ano passado (20.832), a maior proporção de infecções está entre brasileiros que têm entre oito e 11 anos de estudo (30%). Em 1999, a incidência era maior entre aqueles com menos escolaridade: 29,5% dos casos foram verificados entre pessoas com até três anos de estudo.

Entre as mulheres infectadas, a média é de quatro a sete de anos de estudo e, entre os homens, de oito a 11.

 

Matéria de Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Edição: Juliana Andrade

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Brasília - O Brasil registrou 13.676 casos de infecção por HIV em crianças menores de 5 anos, de 1980 a junho deste ano. A taxa de incidência nessa faixa etária foi reduzida em 44,4% de 1999 a 2009, passando de 5,4 para 3 infecções para cada 100 mil habitantes.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos (88,3%) registrados em crianças menores de 5 anos ocorre por transmissão vertical – quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a gestação ou no momento do parto.

 

 

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Edição: Talita Cavalcante

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Brasília - Uma pesquisa divulgada hoje (1º) pelo Ministério da Saúde revela que os jovens têm elevado conhecimento sobre a prevenção da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), mas a tendência é de aumento de casos.

O levantamento foi feito com 35 mil jovens de 17 a 20 anos e aponta que a prevalência do HIV entre jovens de 17 a 20 anos passou de 0,09% para 0,12%. Quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus (prevalência de 0,17% entre os que têm ensino fundamental incompleto e de 0,1% entre os que têm ensino fundamental completo).

Um estudo feito em 2008 indica que 97 dos jovens de 15 a 24 anos sabem que o preservativo é a melhor alternativa de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a relação se torna estável. O percentual de uso de preservativo na primeira relação é de 61%, mas cai para apenas 30,7% entre parceiros fixos.

Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids, lançada hoje pelo ministério para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.

 

 

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil

Edição: Talita Cavalcante

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Maputo (Moçambique) - Em um comunicado divulgado hoje (1), o diretor executivo do Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV/Aids), Michel Sidibé, disse que há motivos para orgulho neste dia mundial de combate à síndrome. “Houve redução global no número de novos casos e mortes perto de 20%. Isso significa que menos gente está se infectando com o HIV e menos gente morrendo de aids”, afirmou Sidibé.

Segundo o diretor do Unaids, 56 países estabilizaram ou reduziram o ritmo de novos contágios. “Pela primeira vez, quebramos a trajetória da epidemia e alcançamos na primeira parte da Meta do Milênio relativa ao HIV.” Mas a nota também lembra que os “duros ganhos são frágeis”. A aids matou 30 milhões de pessoas até agora, enquanto 10 milhões esperam tratamento, muitas enfrentando estigmas e preconceitos. "É possível ter esperança, mas o compromisso precisa ser mantido". Sidibé estimou que, em 2015, a transmissão da infecção de mãe grávida para o filho (transmissão vertical) poderá estar virtualmente eliminada.

A pediatra brasileira Mônica Machado, que atua na organização não governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras, em Moçambique, não é tão otimista. “Acho que aqui, na África, será difícil”, disse ela. Para a médica, práticas que foram muito eficazes para evitar a contaminação vertical em outras regiões do mundo são difíceis de ser repetidas no continente. “Não conseguimos falar em fazer cesarianas no lugar do parto normal”, lamentou a médica, lembrando que 70% dos casos de contágio de mãe para filho se dão no momento do parto. Muitas crianças do interior da África nascem com auxílio de parteiras, longe dos hospitais.

A segunda maior incidência da transmissão vertical se dá pelo aleitamento materno. “Não existem condições que nos permitam preconizar a suspensão do aleitamento para bebês de mães infectadas porque, em muitos lugares, o leite da mãe é um dos únicos alimentos disponíveis para o recém-nascido", disse a pediatra brasileira, por causa das condições de higiene e pela pouca oferta de comida.

Hoje, a África tem mais de 22,5 milhões de pessoas contaminadas pelo HIV. É o equivalente a toda população de Moçambique, um dos dez países mais afetados pela epidemia no mundo. São 60 mil mortes relacionadas à doença por ano. O país tem índice de prevalência de 11,5% entre homens e mulheres de 15 a 49 anos de idade. No meio rural, o percentual cai para 9,5%. Mas, nas cidades, chega a 15,9%. No Brasil, por exemplo, o índice é de 0,5%.

“A cidade é agressiva, exige comportamentos que as pessoas não estão habituadas”, analisou o médico João Schwalbach, ex-diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane. Para ele, o grande problema é a falta de proteção nas relações sexuais. “Esses comportamentos mais liberais, no caso da aids, levam à infecção”, disse ele, que foi responsável pela redação final da Política de Combate ao HIV/Aids na capital Maputo.

Mesmo com tantas dificuldades, foi na África Subsaariana, onde vivem 70% dos infectados de todo o mundo, que o Unaids registrou os maiores avanços na luta contra a síndrome. Juntos, os 22 países da região tiveram um declínio de mais de 25% nos registros de novos casos entre 2001 e 2009. Os países mais afetados (Costa do Marfim, Nigéria, África do Sul, Zâmbia e Zimbábue) foram os que registraram as maiores quedas.

Em Moçambique, o maior avanço se deu no acesso ao tratamento. Um salto de 6 mil atendidos em 2005 para mais de 200 mil este ano. Mesmo assim, ainda é pouco. “Já foi feito um grande esforço, mas ainda é completamente insuficiente”, lamentou o médico Schwalbach.

 

 

Eduardo Castro - Correspondente da EBC na África

Edição: Vinicius Doria

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Um estudo internacional com a participação de 11 centros de pesquisas, entre eles a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), revelou que o uso da pílula Truvada, uma combinação de dois antirretrovirais já existentes — o tenofovir e o entricitabina – pode reduzir em até 73% o risco de se contrair o vírus HIV.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no dia 23 de novembro, após a publicação do artigo científico no periódico The New England Journal of Medicine, e representam um grande avanço na prevenção da Aids em todo o mundo.

Além de três centros de pesquisas brasileiros (USP, Fiocruz e UFRJ), o estudo foi conduzido por instituições do Equador (Guaiaquil), Peru (Lima e Iquitos), África do Sul (Cidade do Cabo), Estados Unidos (São Francisco e Boston) e Tailândia (Chiang Mai).

Participaram do estudo 2.499 voluntários, grupo composto por homens, travestis e transsexuais femininas, que tinham como parceiros sexuais pessoas do sexo masculino. Os participantes foram avaliados por um período de três anos. Os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu o antirretroviral e o segundo, placebo. Eles foram orientados a tomar uma dose diária do comprimido. Além disso, ambos os grupos foram aconselhados a adotar medidas preventivas e receberam preservativos, testes mensais para detecção do vírus e tratamento para DSTs.

Resultados

No grupo que recebeu o antirretroviral, foi detectada redução geral de 44% no risco de infecção. Os pesquisadores levaram em conta, nesta avaliação, todos os voluntários deste grupo, independente de terem tomado diariamente a medicação, conforme a recomendação inicial. Para participantes com mais de 50% de adesão aos comprimidos a eficácia foi de 50%. Para os que relataram mais de 90% de adesão à medicação a proteção chegou a 73%.

“O uso de medicamento em associação com medidas já bem estabelecidas de prevenção conferiu proteção adicional significativa contra infecção por HIV aos participantes”, ressalta o infectologista da FMUSP, Esper Kallás, um dos autores da pesquisa. O estudo concluiu que as intervenções de aconselhamento, redução de risco e distribuição de preservativos e gel tiveram impacto na redução do número de parceiros e aumento do uso de preservativos.

Durante o estudo, foram identificadas 64 infecções por HIV no grupo placebo e 36 no grupo medicamento. A equipe de pesquisadores da USP alerta, porém, que não é possível generalizar esses resultados a outros grupos de pessoas, tais como heterossexuais, adolescentes e mulheres. Para esses grupos, outros estudos de profilaxia pré-exposição estão em andamento.

 

Da Assessoria de Imprensa da FMUSP

Link de acesso: http://www.usp.br/agen/?p=42907

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