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Brasília – O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai desenvolver uma nova vacina contra a febre amarela que provoque menos reações ou efeitos colaterais. O projeto usará como base uma planta para a criação do imunizante.
O estudo será feito em parceria com duas instituições de pesquisa dos Estados Unidos: o Centro Fraunhofer para Biotecnologia Molecular e o iBio Inc.
De acordo com a Fiocruz, os pesquisadores vão colocar os genes, responsáveis por produzir a principal proteína do vírus causador da febre amarela, nas folhas da Nicotiana benthamiana, espécie de tabaco hidropônica (cultivada sem tocar o solo, de forma suspensa e que recebe uma solução nutritiva).
Os primeiros testes clínicos da nova vacina estão previstos para ocorrer em três anos no Brasil e nos Estados Unidos. A Fiocruz vai investir US$ 6 milhões na pesquisa.
A vacina atual, produzida por Biomanguinhos, usa uma versão atenuada do vírus da doença desenvolvida em ovos de galinha. A febre amarela á transmitida pela picada da fêmea do mosquito infectada pelo vírus. A doença causa febre, calafrios, náuseas, vômito, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias, além de dores na cabeça e no corpo.
A vacina é aplicada a partir dos 9 meses de idade, com validade por dez anos. A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação.
A estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 30 mil pessoas morrem vítimas da doença todos os anos e 200 mil não são vacinadas.
Por Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues
Brasília – A partir de hoje (26), os profissionais de saúde estão obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais de Saúde sobre qualquer caso de violência doméstica ou sexual que atenderem ou identificarem. A obrigatoriedade consta da Portaria nº 104 do Ministério da Saúde, publicada hoje (26), no Diário Oficial da União - texto legal com o qual o ministério amplia a relação de doenças e agravos de notificação obrigatória.
Atualizada pela última vez em setembro de 2010, a Lista de Notificação Compulsória (LNC) é composta por doenças, agravos e eventos selecionados de acordo com critérios de magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle e compromissos internacionais com programas de erradicação, entre outros fatores.
Com a inclusão dos casos de violência doméstica, sexual e outras formas de violência, a relação passa a contar com 45 itens. Embora não trate especificamente da violência contra as mulheres, o texto automaticamente remete a casos de estupro e agressão física, dos quais elas são as maiores vítimas. A Lei 10.778, de 2003, no entanto, já estabelecia a obrigatoriedade de notificação de casos de violência contra mulheres atendidas em serviços de saúde públicos ou privados.
Responsável pelas delegacias da Mulher de todo o estado de São Paulo, a delegada Márcia Salgado acredita que a notificação obrigatória dos casos de violência, principalmente sexual, vai possibilitar o acesso das autoridades responsáveis por ações de combate à violência contra a mulher a números mais realistas do problema. De acordo com ela, os casos de agressão contra a mulher não tinham que ser obrigatoriamente notificados à autoridade policial.
"A lei determina que cabe à vítima ou ao seu representante legal tomar a iniciativa de comunicar a polícia. No momento em que isso passa a ser de notificação compulsória e a equipe médica tem que informar a autoridade de Saúde, fica mais fácil termos um número mais próximo da realidade", disse a delegada à Agência Brasil, destacando a importância de que a privacidade das vítimas de violência, principalmente sexual, seja preservada.
Já o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Marcos Gutemberg Fialho da Costa, destaca que as notificações de doenças e agravos sempre incluem o nome do paciente e que a responsabilidade pela preservação da privacidade das vítimas de violência será das secretarias de Saúde e dos responsáveis pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Ginecologista, Fialho confirma que, até hoje, os médicos e profissionais de saúde só denunciavam os casos de violência com a concordância dos pacientes, a não ser em casos envolvendo crianças e adolescentes, quando, na maioria das vezes, o Conselho Tutelar era acionado. Para o médico, a inclusão da agressão à integridade física na lista de notificações obrigatórias é um avanço, mas o texto terá que ficar muito claro, já que o tema violência contra a mulher ainda suscita muita polêmica, e cada profissional terá que usar de bom senso, analisando caso a caso, para não cometer injustiças e também não se sujeitar a sofrer processos administrativo e disciplinar.
Segundo o Ministério da Saúde, a atualização da lista ocorre por causa de mudanças no perfil epidemiológico e do surgimento de novas doenças e também da descoberta de novas técnicas para monitoramento das já existentes, cujo registro adequado permite um melhor controle epidemiológico. Na última atualização haviam sido acrescentados à lista os acidentes com animais peçonhentos, atendimento antirrábico, intoxicações por substâncias químicas e síndrome do corrimento uretral masculino.
A Portaria nº 104 também torna obrigatória a notificação, em 24 horas, de todos os casos graves de dengue e das mortes por causa da doença às secretarias municipais e estaduais de Saúde. Também devem ser comunicados todos os casos de dengue tipo 4. As secretarias, por sua vez, devem notificar as ocorrências ao Ministério da Saúde.
Por Christina Machado e Alex Rodrigues - Repórteres da Agência Brasil
Edição: Nádia Franco//A matéria foi alterada para correção de informações
ATLETA DE VERÃO: Quem não costuma praticar atividade física precisa ter cuidado para não se machucar
Uns caminham na areia, outros no calçadão. Tem gente que prefere jogar vôlei de praia, futevôlei ou frescobol. Os mais corajosos se arriscam no surf e no caiaque. Nesta época do ano surgem os esportistas de verão. Aquelas pessoas que normalmente não fazem atividades físicas durante o ano e acreditam que podem aproveitar ao máximo a estação para se exercitar e entrar em forma. No entanto, o professor de educação física Sérgio Sartori explica que essa prática repentina pode ocasionar sérios problemas para a saúde.
"Pode surgir desde estiramentos musculares até problemas maiores, tipo um infarto da pessoa que não está preparada para a prática de atividade física numa temperatura muito elevada e com esforço muito elevado."
De acordo com o professor Sérgio Sartori, é importante procurar esportes adequados à faixa etária e as condições físicas de cada um. Além disso, fazer alongamento é essencial antes de qualquer atividade. Ele acrescenta que exercícios e alimentação saudável devem fazer parte da rotina devem fazer parte da rotina.
Reportagem de Juliana Costa - Ministério da Saúde
Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110072
Campanha do Ministério da Saúde reforça a necessidade da detecção precoce, fornecer tratamento oportuno e interromper a cadeia de transmissão da doença
A hanseníase ainda é um problema de saúde pública no país. Mas levantamento inédito do Ministério da Saúde revela a redução de 27,5% no total de casos novos entre 2003 e 2009, que passaram de 51.941 casos para 37.610, respectivamente. No mesmo período, o número de serviços com pacientes em tratamento de hanseníase aumentou em 45,9%. (Confira o balanço)
Entre os dias 25 e 31 de janeiro, o Ministério da Saúde veicula na mídia a campanha Saúde é Bom Saber, com o foco na hanseníase. O objetivo é estimular a população a procurar unidades de saúde que fazem o diagnóstico e o tratamento da doença. Quanto mais cedo se identifica a hanseníase, menores as chances de seqüelas. A campanha será veiculada no rádio, TV e internet. As peças explicam o que é a doença, como se transmite, como identificar os sintomas e como fazer o tratamento adequado. Também serão distribuídos 2 milhões de folders sobre o tema e 400 mil cartazes.
Os principais sintomas e sinais da hanseníase são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas da pele que não coçam, mas formigam e ficam dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.
A hanseníase é infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos. É importante que ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita da doença não se automedique e procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo.
Todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar deformidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento pode durar de seis a doze meses, se seguido corretamente. Os comprimidos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento os exercícios para prevenir as incapacidades e deformidades físicas, além das orientações da equipe de saúde.
Por Valéria Amaral - Agência Saúde
Link de acesso: http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=12147
Você já ouviu falar em Síndrome do Túnel do Carpo? O nome pode parecer estranho, mas a doença já é bem comum entre os brasileiros. Quem tem o problema sente dor, dormência e formigamento na mão, principalmente à noite. Os sinais podem aparecer pelo uso excessivo do teclado do computador. Por isso, a doença pode ser confundida com Lesão por Esforço Repetitivo, conhecida como LER. Mas, segundo o especialista em mãos do INTO, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Saulo Fontes Almeida, a causa da Síndrome do Túnel do Carpo pode ser um problema maior.
"O esforço repetitivo agrava os sintomas já preexistentes. O uso do computador em posições inadequadas, com punho apoiado em extensão sobre o teclado ou mouse durante longos períodos aumenta a pressão dentro do túnel do carpo e faz o aparecimento dos sintomas daqueles pacientes que já tem uma predisposição para ocorrer a síndrome do túnel do carpo. É multifatorial, podem ser causadas por várias situações e doenças inflamatórias, metabólicas, alterações hormonais tudo isso favorece o aparecimento da síndrome do túnel do carpo."
A síndrome, que atinge principalmente o túnel do carpo, canal formado por pequenos ossos do punho, está entre as principais causas de cirurgias de mão realizadas pelo INTO. Só em 2010, foram registrados cerca de 240 procedimentos. Saulo Fontes explica que a prevenção depende do controle das outras doenças que podem levar à Síndrome do Túnel do Carpo.
"A síndrome do carpo para prevenir é tratar dessas doenças de base. Controle do diabetes, do hipotireoidismo, exercícios físicos regulares ajeitar o sobrepeso, tudo que pode alterar o metabolismo daquela membrana que reverte os tendões"
Saulo Fontes Almeida também recomenda corrigir a postura enquanto trabalha, fazer intervalos durante a digitação e diversificar as atividades para se evitar a síndrome. A doença pode ser tratada com imobilizadores, antiinflamatórios e fisioterapias. Nos casos de piora dos sintomas, a cirurgia é o tratamento mais confiável para a cura. Quem sentir qualquer um dos sintomas deve procurar um médico.
Reportagem de Suely Frota - Ministério da Saúde
Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110067