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O Brasil vai criar a primeira vacina do mundo à base de uma planta. O Instituto Bio-Manguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro, em parceria com duas instituições americanas, vai produzir um imunizante para febre amarela substituindo o vírus por uma proteína retirada de uma planta. Segundo a Fiocruz, com a nova técnica não vão ser usados vírus vivos atenuados, o que torna o processo mais simples. Os cientistas também acreditam que o novo imunizante vai provocar menos efeitos colaterais. Segundo a gerente de programa de Vacinas Virais do Instituto Biomanguinhos, da Fiocruz, Elena Caride, por usar proteínas de plantas, a nova vacina poderá ser usada até por pessoas que têm restrições a vacinas tradicionais.

"A vacina atual é feita em ovos embrionários. Então pessoas alérgicas a ovos não podem tomar essa vacina e algumas pessoas que tem um comprometimento imunológico, por exemplo, o HIV positivo, algumas pessoas que tenham doenças auto-imunes, elas não podem tomar essa vacina, por que a vacina pode causar uma doenças nelas. Como essa vacina na plataforma vegetal, não é uma vacina com um vírus vivo como é atual, e essas pessoas poderiam tomar essa vacina"

Segundo Elena Caride, as plantas utilizadas na vacina não causarão prejuízos ao meio ambiente. Os primeiros testes com seres humanos devem ser feitos em até três anos. A Fiocruz produz anualmente entre trinta e quarenta milhões de doses e é a líder mundial na fabricação da vacina.

 

 

Reportagem de Suely Frota - Ministério da Saúde

Link de acesso: http://www.webradiosaude.com.br/saude/visualizar.php?codigo_noticia=PDMS110092

Agência FAPESP – Exercícios físicos aeróbicos podem diminuir a perda de memória em idosos e prevenir o declínio cognitivo associado com o envelhecimento, indica estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou que um ano de exercícios físicos moderados foi capaz de aumentar o tamanho do hipocampo em adultos mais velhos, levando a uma melhoria na memória espacial. De acordo com estudos anteriores, o hipocampo diminui com a idade, o que afeta a memória e aumenta o risco de demência.

Arthur Kramer, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, e colegas examinaram os cérebros de 60 adultos saudáveis com idades entre 55 e 80 antes, durante e após o período de um ano de exercícios.

Os pesquisadores observaram que os participantes que caminharam por 40 minutos, três vezes por semana, tiveram um aumento de em média 2,12% no volume do hipocampo esquerdo e de 1,97% no direito. O grupo que praticou apenas exercícios de alongamento teve diminuição média de 1,40% no hipocampo esquerdo e de 1,43% no direito no período.

Testes de memória espacial foram conduzidos antes, com seis meses e após um ano. Aqueles que integraram o grupo de exercício aeróbico apresentaram melhoria nas funções de memória, que os cientistas apontam estar associado com o aumento no hipocampo.

O grupo que praticou atividade física aeróbica também teve aumento em diversos biomarcadores associados com a saúde cerebral, como no fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), uma pequena molécula envolvida na memória e na aprendizagem.

“Os resultados do estudo são particularmente interessantes por indicarem que mesmo pequenas quantidades de exercícios em adultos mais velhos e sedentários podem levar a melhorias substanciais na memória e na saúde cerebral”, disse Kramer, que dirige o Instituto Beckman na Universidade de Illinois.

O artigo Exercise training increases size of hippocampus and improves memory (doi/10.1073/pnas.1015950108), de Arthur Kramer e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1015950108.

 

 

Agência FAPESP

Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13385/exercicios-para-melhorar-a-memoria.htm

Agência FAPESP – Um experimento realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) com modelos genéticos traz novos indícios de que a doença de Parkinson pode ter origem periférica, no sistema nervoso autônomo – isto é, na parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo – e não exclusivamente no cérebro, como acredita a maior parte dos neurologistas e neurocientistas.

De acordo com o coordenador do estudo, Antonio Augusto Coppi, esteorologista e professor associado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, a identificação de uma nova rota de origem do Parkinson é um passo importante para que os cientistas possam, no futuro, desenvolver uma técnica de diagnóstico precoce.

“Até o momento a doença é incurável e o foco do tratamento é melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, é fundamental que o diagnóstico seja feito o quanto antes. Começando o tratamento precocemente, poderemos retardar o aparecimento da doença ou suavizar seus sintomas”, disse Coppi à Agência FAPESP.

O experimento foi realizado com 20 camundongos geneticamente modificados e faz parte de um dos três projetos atualmente coordenados por Coppi e financiados pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa –Regular. O cientista é responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) da FMVZ-USP

“Esses camundongos são alterados geneticamente para expressar o gene da alfa-sinucleína, um dos principais genes implicados na doença de Parkinson, assim como ocorre em humanos. Adquirimos animais com um mês de idade e os analisamos com três e seis meses, para observar o surgimento e a cronologia de evolução da doença. Em todos os 20 camundongos confirmamos que a doença teve origem em órgãos periféricos e só depois atingiu o cérebro”, explicou.

Ao investigar o local de origem da doença, um dos objetivos do estudo é entender o mecanismo pelo qual a doença afeta o coração. Cerca de 30% dos pacientes com Parkinson morrem de problemas cardíacos.

“Uma das perguntas que ainda permanecem é: se a doença afetaria primeiro as células nervosas do coração e só depois acometeria o músculo do miocárdio, ou se ocorreria o contrário. Estimamos que até o fim de 2011, quando se encerra o projeto, possamos nos aproximar de uma resposta. A partir daí, vamos apresentar os dados no 19º Congresso Mundial de Parkinson e Desordens Relacionadas, que será realizado na China em dezembro e, em seguida, publicar os estudos em revistas científicas internacionais com arbitragem”, disse.

O grupo já havia feito experimentos semelhantes com base em um modelo químico, injetando em animais drogas que simulavam a doença de Parkinson. Os resultados, segundo Coppi, foram muito satisfatórios, mas, com o uso da droga, é difícil saber se os sintomas apresentados pelos animais são provenientes do Parkinson ou de alguma neurointoxicação causada pela própria droga.

“O modelo genético é muito mais fidedigno. Por isso, no fim de 2009, pedimos à FAPESP recursos adicionais para adquirir os camundongos geneticamente modificados. O acompanhamento que fizemos consistiu em análises esteorológicas microscópicas de três e quatro dimensões, combinadas com análises funcionais, bioquímicas e comportamentais”, disse.

Os animais doentes com seis meses já apresentavam alterações periféricas muito maiores que as dos animais com três meses. Um dos aspectos inéditos da pesquisa, segundo Coppi, foi o uso da estereologia – uma ciência em expansão que permite a contagem minuciosa de partículas em 3-D e 4-D . O LSSCA da FMVZ é o único representante da Sociedade Internacional de Estereologia na América do Sul e ministra treinamentos, cursos e workshops visando a formação, capacitaçaõ e reciclagem continuada de pesquisadores nessa área.

“Conseguimos visualizar o coração dos animais em quatro dimensões – isto é, todas as dimensões do volume variando ao longo do tempo – e com isso observamos com muita precisão as alterações na estrutura do miocárdio, do plexo nervoso e do sistema excito-condutor cardíaco”, disse.

 

Em busca de marcadores biológicos

De acordo com Coppi, classicamente, a doença de Parkinson surge na parte do cérebro conhecida como corpo estriado, que é um dos chamados gânglios da base, onde ocorre a diminuição ou ausência da produção de dopamina. “Estamos mostrando que nem sempre isso é verdade. Nosso trabalho não nega a teoria antiga, mas avança o conhecimento ao apontar que não há uma rota exclusiva para a origem da doença”, afirmou.

Uma das motivações para o experimento foi um artigo publicado em fevereiro de 2010 no Cleveland Clinic Journal of Medicine por um grupo norte-americano. O trabalho destacou o caso de um paciente que foi diagnosticado com Parkinson aos 56 anos de idade, mas que já aos 52 anos apresentava sintomas periféricos e redução de dopamina no coração.

“Os autores descreveram a cronologia da evolução da doença desde sua origem até a manifestação clínica e os resultados comprovaram uma origem periférica. O papel do sistema nervoso autônomo na origem da doença está sendo também investigado por pesquisadores na Alemanha e no Japão. Estamos dando nossa contribuição a essa linha de pesquisa, que tem como horizonte a descoberta de marcadores biológicos precoces para a doença”, disse Coppi.

O cientista ressalta que os neurônios não são células exclusivas do cérebro: eles estão presentes também em órgãos como o estômago, o intestino, a bexiga urinária e o coração, entre outros. A hipótese formulada pelo grupo é a de que esses neurônios do sistema nervoso autônomo periférico se apresentariam degenerados pela doença, afetando subsequentemente os órgãos inervados por eles, provocando assim sintomas periféricos inespecíficos, ou seja, a "fase silenciosa" da doença.

“Nesse contexto, os pacientes podem apresentar taquicardia, insuficiência cardíaca e picos de pressão alta e baixa, no caso do coração e vasos, incontinência urinária, no caso da bexiga, ou constipação intestinal, no caso do intestino, por exemplo. No nosso experimento, os camundongos apresentaram todos esses sintomas – que coincidiam com o relato de caso do grupo norte-americano”, afirmou.

Segundo Coppi, como a doença de Parkinson tem um componente genético importante, o histórico familiar combinado à detecção precoce dos sintomas periféricos podem ser um importante facilitador para diagnóstico precoce da doença.

“Evidentemente, nem todos que têm problema de coração, bexiga ou intestino vão ter a doença de Parkinson. Mas, se a pessoa apresentar esses sintomas inespecíficos e tiver parentes com a manifestação cerebral da doença, é importante que procure um neurologista para uma investigação mais detalhada do contexto”, afirmou.

 

 

Por Fábio de Castro - Agência FAPESP

Link de acesso: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13376/rota-alternativa.htm

SUS terá que investir em prevenção para lidar com o boom da população idosa

 

Estimativas apontam que, em 40 anos, o número de idosos vai triplicar, alcançando quase 30% da população brasileira, o que significa uma maior demanda por recursos de saúde e medicamentos. No entanto, para se assegurar o atendimento de saúde deste grupo em expansão será necessário um aprimoramento nos serviços e uma alteração nas políticas de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). É o que aponta o farmacêutico André de Oliveira Baldoni, pesquisador responsável por um estudo que analisou a realidade de 1000 idosos atendidos pelo SUS, de novembro de 2008 a maio de 2009, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

“Se hoje já temos enormes filas de espera e muitas vezes o mau atendimento, a perspectiva para o setor de saúde nas próximas décadas, caso não haja um planejamento imediato, para atender a demanda crescente, só tende a piorar”, diagnostica o farmacêutico, que apresentou sua pesquisa junto à Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. Segundo dados de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) existem no Brasil 21 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

De acordo com Baldoni os principais fatores responsáveis pelas deficiências do SUS são a falta de padronização de medicamentos que sejam seguros e com indicação específica para os pacientes idosos, a falta de investimento e priorização da atenção primária e a carência de políticas preventivas de doenças e de profissionais que atuem na prevenção das complicações em saúde, tais como educadores físicos e nutricionistas. Segundo o pesquisador, o investimento nessas áreas poderia reduzir as complicações com o tratamento das morbidades típicas da população idosa, e com isso diminuiria gastos do sistema público de saúde. “O envelhecimento populacional deve ser enfrentado com uma conquista e não como um problema social.”

Baldoni aponta como opção melhorar e diversificar o acesso aos medicamentos seguros. “Na atualidade observa-se que nas listas padronizadas, seja de um hospital ou de um município, há poucas opções de fármacos para o tratamento da mesma doença. E com isso quem prescreve fica limitado a receitar medicamentos padronizados, pois a renda per capita do idoso geralmente é muito baixa e isso gera mais um fator limitante. É importante ressaltar que a seleção dos medicamentos para compor a lista padronizada fica a cargo dos municípios que tem autonomia para isso. Esta padronização leva em consideração vários fatores dentre eles, o perfil nosológico (doenças mais prevalentes), epidemiológico e os recurso financeiros disponíveis, geralmente limitados.”

Além disso, deve-se oferecer treinamento e capacitação para as equipes de saúde no intuito de melhor orientar os idosos sobre o uso correto das medicações. “A capacitação profissional é fundamental para orientar sobre os diferenciais da farmacoterapia para idosos e para reduzir os efeitos adversos e o uso de medicamentos inapropriados”, defende. “Atualmente, 44,2% dos idosos utilizam pelo menos um medicamento inapropriado e 46% relataram pelo menos uma queixa de evento adverso.”

O estudo revelou que 16,3% dos idosos que retiraram medicamentos pelo SUS não receberam orientação sobre o seu uso correto por nenhum profissional da saúde. “Dados como este refletem a carência de recursos humanos enfrentada pelo setor”, afirma. Além disso, uma das grandes causas das complicações encontradas no tratamento de idosos está relacionada às doses inadequadas de medicamentos.

Baldoni aponta ainda que o organismo de um idoso passa por alterações fisiológicas que prolongam o efeito da maioria dos fármacos e, por consequência, as chances de intoxicação aumentam. “Não se pode tratar uma pessoa de 65 anos como um adulto de 25 anos”, completa.

Outra política necessária é o investimento no que o pesquisador denomina de “Atenção Primária”, ou seja, na conscientização e prevenção de doenças comuns aos idosos e onerosas ao Estado, como hipertensão e diabetes. Cerca de 73% dos idosos que fizeram parte do estudo relataram possuir pressão alta. Além disso, 57,4% disseram não receber visitas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que são profissionais fundamentais para a prevenção de doenças.

O investimento em políticas preventivas, e inserção de profissionais que atuem na prevenção das doenças da população é um caminho que reduziria substancialmente os custos futuros do SUS, diz Baldoni. “Entre os entrevistados, 59% não praticavam atividades físicas regulares, o que favorece o desenvolvimento da diabetes, por exemplo. Ao se prevenir diabetes, evita-se procedimentos caros como a hemodiálise, o tratamento com insulina e, em alguns casos, a amputação de membros”, exemplifica.

Para Baldoni, também é necessário investir em conscientização. “É preciso acabar com a cultura da automedicação, responsável por grande parte das complicações das doenças em idosos. Cerca de 31% dos entrevistados se automedicam”, alerta.

“Acima de tudo a sociedade e os profissionais de saúde precisam mudar a cara da saúde passando de uma medicina curativa para preventiva, como preconiza a Organização Mundial de Saúde e o próprio SUS”, conclui.

 

 

Por Marcelo Pellegrini - Agência USP de Notícias

Link de acesso: http://www.usp.br/agen/?p=46803

Rio de Janeiro - A psicanalista Soraya Hissa de Carvalho alertou sobre a necessidade de ser feito, pelo menos nos próximos seis meses, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico das vítimas das enchentes registradas recentemente no país. O objetivo é evitar que elas apresentem o transtorno de estresse pós-traumático. A doença faz parte do grupo de transtornos de ansiedade.

A especialista explicou, em entrevista à Agência Brasil, que existem três situações de estresse que podem ocorrer nesse tipo de tragédia. A primeira é o estresse imediato, ou reação aguda ao estresse, em que a pessoa fica como em estado de choque. Esse tipo de estresse é resolvido em poucos dias ou horas, “às vezes com ou sem medicamento”, disse.

O problema pode evoluir também para o estresse crônico, embora com recuperação posterior. “E pode surgir, até seis meses depois, o estresse pós-traumático que, de todos, talvez seja o mais perigoso, porque a pessoa fica em estado de latência e a partir daí pode modificar toda a personalidade. E não tem volta”, acrescentou.

Por isso, a médica destacou a necessidade de que esses pacientes sejam ouvidos sobre o que está ocorrendo e examinados por um período mais longo. “Quem for fazer o diagnóstico deve estar atento a várias alterações”. Ela explicou que caso se trate de estresse pós-traumático, esse paciente pode estar em estado de torpor, agressividade, ou mesmo de medo de tornar a vivenciar o trauma e, no decorrer de seis meses, pode surgir o transtorno.

“Aí é que o paciente chega a uma situação que a gente tem que prevenir de todas as formas”. Essa pessoa deve ser ajudada para que não falte alimento, abrigo, agasalho, ou seja, tudo o que o ser humano precisa minimamente para sobreviver. “E a turma que também olha a saúde mental deve estar atenta e dar apoio a ela nos próximos seis meses, para ver se terá alguma alteração de personalidade. E havendo, tem que ser tratada, para que consiga reverter o processo”.

Soraya Hissa destacou ainda a importância de que paralelamente aos movimentos de reconstrução das cidades atingidas por tragédia, haja a preocupação de recuperar a auto-estima da população, reintegrando as pessoas à rotina de trabalho e às atividades do cotidiano.

“É muito importante porque, a partir do momento em que a situação já está mais ou menos sob controle, a pessoa tem que voltar [às atividades]. O ser humano precisa da rotina. Ele precisa saber que tem que levantar, trabalhar, que tem que colocar os primeiros tijolos da casa dele. Ou então tomar providências para buscar a própria subsistência e daqueles que restaram da família”.

A psicanalista lembrou a importância da ajuda coletiva para as vítimas das tragédias, pois ajudam a diminuir o sofrimento daqueles que não têm para onde ir e nem sabem como recomeçar. “Todos aqueles que tiverem condições, por favor, ajudem. Porque a gente estará praticando um ato humano, de cidadania e de prevenção a doenças psiquiátricas que podem surgir no futuro. E em um futuro breve”, alertou.

 

 

Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Edição: Graça Adjuto

Link de acesso: http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude;jsessionid=6AED83EB7E3B3BDF80F7D24382E2C24E?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=3175984

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