A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou novas regras para fabricantes de protetores solares, seguindo os parâmetros adotados em todo o Mercosul. As mudanças foram publicadas ontem no Diário Oficial da União.
Uma das mudanças é o aumento do Fator de Proteção Solar (PFS) mínimo de dois para seis. A medida prevê ainda que a proteção contra raios UVA, um dos tipos de raio ultravioleta, seja de, no mínimo, um terço do FPS declarado no rótulo — o qual mede somente a proteção contra raios UVB, outra categoria de radiação ultravioleta. Para isso, testes serão feitos para comprovar a proteção contra raios UVA, que não existia até então.
Os fabricantes também terão que passar por inúmeros testes para confirmar a eficácia do protetor solar. Aqueles que alegam resistência à água terão que se submeter a testes específicos e poderão colocar em seus rótulos as expressões "resistente à água", "muito resistente à água", "resistente à água/suor" ou "resistente à água/transpiração" de acordo com as características comprovadas.
As informações nos rótulos dos protetores solares também devem mudar. Segundo a Anvisa, os fabricantes não poderão usar palavras que aleguem proteção absoluta contra as radiações solares, como "100% proteção" ou "bloqueador solar". Também deverá constar no rótulo a necessidade de reaplicação do produto após algumas horas.
O prazo de adequações dos fabricantes à norma é de dois anos.
Fonte: Anvisa