No Brasil, estima-se que das 630 mil pessoas que vivem com o vírus da aids, pelo menos, 255 mil não sabem que têm a doença. A informação está no último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira, Dia Mundial de Luta contra a Aids. Nos últimos anos, o governo federal aumentou os investimentos nos testes de diagnóstico em todo o país, o que deu a muitos soropositivos o acesso ao tratamento e impediu que eles continuassem transmitindo a doença. Os dados informam que, em 2009, houve um aumento do número de casos, com mais de 38 mil registros novos da doença, contra 37 mil, em 2008. Segundo o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Grecco, isso comprova que houve ampliação do diagnóstico da doença.
"Aumentar a testagem é muito interessante e muito importante. Tem várias coisas que sendo feitas. O governo brasileiro quase triplicou a oferta de testes rápidos para os CTAs, que são centros de testagem e aconselhamento, facilitando que as pessoas recebam o diagnóstico logo após o teste. Quanto mais precoce as pessoas chegarem ao serviço público, menos riscos tem que elas transmitam infecção e está muito claro que as pessoas em tratamento elas acabam o risco epidemiológico."
O levantamento do Ministério da Saúde mostra que a epidemia de aids no Brasil está estável, mas que é preciso reforçar a atenção com a população jovem. Embora eles tenham elevado conhecimento sobre a prevenção do HIV, houve um pequeno aumento nos número de casos na faixa etária dos 17 aos 20 anos. Outro dado que chama a atenção é a incidência de casos de aids entre as mulheres. Na faixa etária dos 13 aos 19 anos, as meninas são as mais atingidas Também houve aumento na proporção de mulheres infectadas em relação aos homens nos últimos vinte anos. Dirceu Grecco ressalta que a aids não está mais restrita a grupos específicos, e que todos, sem excessão, tem que se cuidar.
"Grupo de risco não existe nem comportamento, quando as pessoas falam assim: 'eu não sou de grupo de risco, então, não preciso ter medo', na verdade, existe situação de risco e o que é: sexo não protegido com pessoas com a qual nem você, nem ela sabe a sorologia e compartilhamento de seringa infectada, então, nós temos que pensar que todos nós que temos vida sexual ativa temos situação de risco, pode ser que algumas situações são mais vulneráveis, evidentemente, nós sabemos disso."
O diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde lembra que as pessoas mais atingidas pelo HIV têm de 30 a 49 anos, de acordo com o boletim, e que os homens concentram o maior número de casos.
Reportagem de Cynthia Ribeiro - Ministério da Saúde
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