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Além dessas mentiras sociais, também existem aqueles que floreiam uma história ao contá-las, para torná-la mais engraçada ou para atrair a atenção dos espectadores. "Todas essas mentiras são comuns e não são consideradas ruins justamente por serem esporádicas e não causarem prejuízo ao outro", diz a psicóloga.
Segundo ela, a mentira patológica é o contrário disso: quando causa prejuízo a alguém ou quando a pessoa mente sistematicamente. "As pessoas que têm o costume de mentir, sempre aumentando suas histórias, ou contando fatos que não ocorreram, acabam se enredando numa teia de mentiras para sustentar uma mentira inicial. Isso acaba por provocar grande desconforto a elas mesmas e àqueles que estão próximos", explica ela.
Nesses casos, segundo Érika, a pessoa tem consciência da mentira e continua mentindo. Ela dá um exemplo: "Imagine um mentiroso inseguro numa roda de conversa entre profissionais bem-sucedidos. Ele pode inventar que fez determinada faculdade para sentir-se no mesmo nível intelectual que os outros, ainda que tenha feito apenas um curso técnico. À medida que a conversa se estende e ele for questionado sobre onde fez faculdade, se teve aula com fulano, ou se conheceu sicrano, as mentiras vão se tornando cada vez maiores para sustentar a mentira inicial e ele não ser desmascarado".