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Existe uma forma de tratamento?
O paciente com uveíte merece atenção especial, pois deve ser encarado como tendo uma doença complexa e não como portador de um problema simples e confinado ao olho.
Requer do oftalmologista profundo conhecimento da fisiopatologia ocular e sistêmica para permitir uma integração com outras especialidades no tratamento de cada caso.
As uveítes podem representar um quadro ocular grave e devem ser tratadas o mais rápido possível.
O arsenal terapêutico é bastante vasto, com medicações tópicas e sistêmicas.
Nas uveítes infecciosas podemos utilizar medicamentos específicos para tratar a causa da doença:
• Antibióticos: infecções bacterianas;
• Antifúngicos: infecções fúngicas;
• Antivirais: infecções virais;
• Antiparasitários: infecções parasitárias.
Para o tratamento de doenças reumatológicas, autoimunes ou de causa desconhecida:
• Corticoides;
• Imunomoduladores.
Imunossupressores e pulsoterapia podem ser necessários em casos mais graves, muitas vezes refratários aos tratamentos inicialmente prescritos.
A participação de mecanismos imunológicos variados contribui para agravar o caráter de cronicidade do caso, e por isso esses medicamentos, em geral, são utilizados por tempo prolongado. Dessa forma, a integração entre as várias especialidades médicas é muito importante no seguimento dos pacientes com uveíte.
Dr. Carlos Eduardo Villas Bôas Júnior - CRM/SP 94667 - é pós-graduado em Administração de Serviços de Saúde pela Universidade Federal de São Paulo, com aperfeiçoamento (fellow) em Uveítes pela Seção de Uveítes da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia. É médico assistente da Seção de Uveítes do Departamento de Oftalmologia da Santa Casa de São Paulo, diretor clínico da Aptomed Saúde Integrada e chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Paulista.
Ilustrações de Felipe Teixeira.
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