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Segundo o cirurgião plástico com atuação em microtransplante de cabelo, Milton Peruzzo, quedas de cabelos e pelos podem ocorrer em homens e mulheres de todas as idades. As principais causas, na vida atual, são a ansiedade, o estresse e outros problemas emocionais. "Nessas situações, ocorrem contrações súbitas dos vasos capilares, o que dificulta a irrigação sanguínea na pele; quando se repetem por longo tempo, podem levar à morte de parte dos folículos pilosos", explica ele.

Moléstias autoimunes como eczemas e infecções por vírus, bactérias e fungos também provocam quedas. A maioria dos fungos leva a perdas momentâneas, sobretudo na criança, que em geral cessam de maneira espontânea. Mas alguns tipos inflamam a pele, formando tecido cicatricial, que facilita as quedas e inviabiliza definitivamente a reposição dos pelos.

Outras causas comuns de queda generalizada de pelos e cabelos são: febre e diabetes; lúpus (moléstia autoimune em que o organismo produz anticorpos que atacam os rins, as articulações, a pele e outros órgãos); excesso de vitamina A; hemorragia; sífilis, hanseníase e outras doenças infectocontagiosas. De acordo com Milton, perdas devem-se frequentes, ainda, à ingestão de anti-inflamatórios, anticoncepcionais, imunossupressores, anticoagulantes, quimioterápicos e de remédios para baixar o colesterol e tratar de problemas da glândula tireoide. Moléstias carenciais como a anemia, a insuficiência renal crônica e os regimes dietéticos para a redução do peso estão igualmente entre as causas da queda de pelos e cabelos. "Além disso, moléstias endócrinas como hipotireoidismo (baixa dos níveis dos hormônios tireoidianos), hipertireoidismo (excesso dos hormônios tireoidianos) e hipoparatireoidismo (queda nos níveis de cálcio por falta de hormônios da paratireoide) e alguns cânceres também podem desencadear o fenômeno", explica Milton.

Há indivíduos que perdem pelos e cabelos como primeira indicação de uma doença sistêmica; outros sintomas e sinais podem surgir algum tempo depois. Mas é possível que a queda seja acompanhada desde o começo por sintomas e sinais adicionais.

De acordo com o especialista, quedas anormais de cabelos podem ocorrer tanto em homens como em mulheres, porém a calvície de padrão androgenético que não tem relação direta com a queda, e sim com a troca de um cabelo normal por cabelos cada vez mais frágeis, é mais comum nos homens.

Na quebra de cabelos, o quadro clínico normalmente tem relação com histórico de cabelos agredidos quimicamente, principalmente nos alisamentos. "Após a química os cabelos caem em grande quantidade, com pontas duplas ou triplas e normalmente sem o bulbo (aquela pontinha redonda que muitos confundem com a raiz dos cabelos)", diz ele. Apesar de assustar, o médico afirma que este tipo de queda por quebra não leva à calvície e é transitória.

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